domingo, fevereiro 18, 2007

Sequóia


Sexta e Sábado foram alguns dos dias mais bem passados deste ano que ainda acordou há um par de meses. Nem tanto. Um par de dias, com sorrisos estampados ao ouvido, um par de dias com faces lindas a deslumbrarem-me no apiadeiro da minha alma. Neste par de dias, descobri que a minha espiritualidade não tem rosto. É universal.
Tenho muita fé, consciente de que a fé é como o Amor: cega. Cega e surda. Não duvidei que o conquistasses, nem por um segundo, se é que o tempo existe. Porque para mim, tu não existes no tempo. Porque para mim, nem há espaço onde caibas. És gigante. Somos gigantes. Temos braços do tamanho da sequóia de 112,6 metros de amor ao Homem. A Natureza na sua mais nobre demonstração de firmeza, tenacidade. Devíamos meditar. Deitar os olhos, entregar-nos. Ceder para a sonhar. Mas nem sempre a resina que nos corre na pele nos deixa ver, nos deixa viver, nos deixa dizer.

Amanhã, caminho para norte, talvez enregele e parta o vidro dos meus olhos.

1 comentário:

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