quinta-feira, setembro 05, 2019

Palma

Vocês morreram
Mas eu posso
Eu posso ter-vos
Na palma da minha mão.

Fecho a minha memória
Abro uma nova história
Abro-me sem regresso
Só a Deus, eu peço

Passo a página
Com muita calma
No silêncio absoluto
Da minha palma.
            (silêncio)



quarta-feira, setembro 04, 2019

O nosso corpo


Pinga ao sol.
Sem pudor
Meu amor
O nosso corpo
Brinc'ó pó
Deu o nó
Para sempre
Ó bendito.





quarta-feira, julho 17, 2019

A Negra



Sentir-se quando a noite não tem paredes
De costas despidas
Gélida, para que o pensamento ecoe
Solto a negra
De turvos  candeeiros
Como a vista de Deus
Sobre ti,
Disforme para que não te veja.




quinta-feira, junho 27, 2019


Estás
tão longe.
Numa impossibilidade que nos ultrapassa.

domingo, junho 16, 2019

Os dias seguem intemporais, sem nada que os faça notar.