sexta-feira, dezembro 21, 2007

O Natal

O Natal é isto...
Se Cristo voltasse, partia esta merda toda. E eu, ajudá-lo-ia.
Que merda de espírito.

Raramente recorro ao jargão dos pobres de espírito- o palavrão. Talvez o egoísmo exacerbado me tenha empobrecido.

Enfim...resta-me desejar um Natal mas um Natal à séria: um renascimento do espírito nobre para todos aqueles que carecem de luz.

Um Beijo.
Help People. Don't you dare to buy them. Help People.

4 comentários:

Inês disse...

Confesso-te: o Natal para mim já deixou de fazer sentido há muito tempo. De qualquer das formas, desejo-te um feliz Natal Soph. *

Velho do Restelo! disse...

Raramente... dizes tu!!! Nunca me lembra de ler um e muito menos de ouvir-te dizer...
Do natal gosto de ver a alegria das crianças ao abrirem os presentes e da seia de natal com a familia reunida, este ano vamos ser perto de 30... já fomos mais!
E como é das poucas oportunidades que tenho de estar com a familia eu adoro o natal! Quanto a troca de prendas entre adultos, não me diz nada, eu gosto de oferecer sem ser em datas programadas...
Saudações e Boas Festas

DRACULEA Café Bar - The Devil's Den disse...

Pedimos imensa desculpa pelo que se segue. Pedimos desculpa devido ao tamanho, nao ao conteudo (Alexandre que o fizesse e ele jamais o faria)...


"Véspera de Natal", de Alexandre Homem Dual


Neva lá .

Quer dizer, não neva.

Nem sequer chove.

Aqui nunca neva (às vezes chove).

Mas para termos um bom natal tem que nevar

Como no cinema americano da época...



Vamos lá então recomeçar:



Neva lá fora.

Contemplo a branquidão

E a branqueza do nevão

Através da minha janela.

Através dela,

Vejo a multidão

Passeando na rua - nos sacos presentes, nas caras sorrisos.

A cidade está bonita e singela,

A Câmara Municipal não olhou a gastos com a iluminação.

É um quadro verdadeiramente digno de aguarela!



E nas montras, os comerciantes dispõem e expõem os últimos modelos da moda

(Antes era tudo importado de Paris e Milão

Mas hoje em dia já há roupa portuguesa de muito boa qualidade)

E aos pés dos manequins nunca falta um presépiozinho!

Afinal, o Menino Jesus nunca sai de moda, não é verdade?



E muitos carros passam na rua e passam devagar

E os seus motores parecem relinchar

Como fossem cavalos de épocas distintas e distantes

Em que toda a gente a toda a gente conhecia

E toda a gente a toda a gente cumprimentava com alegria

E toda a gente por tu tratava toda a gente...

Uma época deveras distante e distinta transposta para o presente...



E até as estrelas parecem conspirar

Se acendendo e se apagando

Ao ritmo do "ho! ho! ho!" que o Pai Natal vai gritando

Ao percorrer os céus com as suas renas capazes de voar.

(Não falo metaforicamente

Nem estou a brincar,

Vejo-os claramente,

Tão claro e tão certo

Como estar aqui

O fogo na lareira desperto

E eu, à janela, a ver nevar...

Lá vai o trenó guiado pelo Rudolfo Nariz à Benfica)

Nisto, sou interrompido por uma voz estridente,

Na rua, dissonante do ambiente geral:

"Joãozinho, não largue a mão à sua irmã Frederica,

Olhe que o Pai Natal não traz prendas aos meninos que se portam mal!"



São quase horas de todos irem, cristãos ou não, para o santo lar,

Para com a santa família santamente cear

(Coitado do bacalhau que nunca disse ser cristão mas também nunca disse que não o era)...



O mundo está em harmonia.

O próprio cimento cinzento da cidade irradia

A luz e o encanto próprios deste dia...



E como hoje é a noite em que o Menino nasceu

Proponho um pacto entre o mundo e eu:



Deixemos certas coisas para os noticiários de Janeiro,

Para ocupar o tempo, até ser tempo de Carnaval em Fevereiro.

Não falemos do Darfur, da Chechénia ou do Cosovo...

Esta é uma quadra feliz, por isso...

Votos sinceros de um Feliz Natal e de um Próspero Ano Novo!

Sophia disse...

Adoro o Natal, mas no seu estado puro...