Lentamente, perco o som da tua voz, da tua vez. Descemos numa estação onde o tempo parou.
Porque me' vais embora?
quarta-feira, novembro 06, 2013
sexta-feira, outubro 25, 2013
segunda-feira, outubro 07, 2013
As escolhas de Deus
As escolhas de Deus.
Nelas me encontro, numa profundeza tardia.
Falamos mais do que nunca, pela distância que nos separa mais do que nunca.
Mais do que nunca, estamos mudos e surdos, um do outro.
Mais do que nunca, temos a certeza do nosso existir neste paramundo.
Nelas me encontro, numa profundeza tardia.
Falamos mais do que nunca, pela distância que nos separa mais do que nunca.
Mais do que nunca, estamos mudos e surdos, um do outro.
Mais do que nunca, temos a certeza do nosso existir neste paramundo.
quinta-feira, agosto 01, 2013
A Vida, essa variável abstracta.
Como é que se vive sem soluções? Diria: mudando os problemas. Diria, mas não digo.
A Vida, essa variável abstracta.
A Vida, essa variável abstracta.
quinta-feira, maio 23, 2013
sexta-feira, março 08, 2013
terça-feira, fevereiro 05, 2013
quinta-feira, janeiro 03, 2013
Dorme, meu amor
Manhã de 31 de Dezembro: sempre o mesmo ritual, o ritual que cumpro para confirmar que estou viva, porque nem sempre tenho a certeza se o sonho é a vida, ou a vida é o sonho. Ponho-me frequentemente a pensar de que lado me sento perante o espelho virtual que separa o "meio sono". Estou aqui ou ali? Mas sou eu. E essa é a minha certeza. Na manhã de 31 deste ano, o chá da manhã na Praça da Figueira, a caminhada descendente de olhos arqueados azuis, deitando-se no acinzentado céu do mês "só", a passagem pelo S. Domingos e a ginja D. Maria esfriaram a minha certeza: corações de cartão engrossados pela penúria de um sem -amanhã e um sempre-ontem enodoam as calçadas, os bancos da avenida da pobre-liberdade. Ironicamente, nessa dita avenida da pobre-liberdade, apercebo-me então que os corações de cartão estão aninhados na direcção de quem mais come, de quem mais degluta manifestações cuspidas.Grosseiramente cuspidas. O pobre da avenida da pobre-liberdade já nem se importa se a terra gira, porque o seu coração de cartão colou-se ao chão. Dorme, meu amor, no espelho da vida.
domingo, dezembro 23, 2012
sábado, outubro 27, 2012
quarta-feira, outubro 10, 2012
The girl
The girl that saw cats that never existed
The girl that was never meant to live in this world.
The girl that was never meant to live in this world.
terça-feira, setembro 25, 2012
Único destino
Passam os dias, passam os anos, como formigas. Em linha, com um único destino. E enquanto a sopa de beldroegas arrefece-me, sigo saltando de palavra em palavra, também em linha com um único destino.
sexta-feira, agosto 31, 2012
domingo, agosto 26, 2012
De um ausente-presente.
Com uma facada em suspiro, mato o dia. É noite- traz-me a leveza, porque morro lentamente. Na escuridão, do teu rosto, apago cada rio de expressão, cada ruga de um carácter que os dias cravaram a frio.Permites que te apague? Permites que te esfarele? Na cor de pó de que a memória pintou o resguardo da cama? De um ausente-presente?
terça-feira, agosto 14, 2012
terça-feira, julho 03, 2012
Palavras ocas
No meu bolso, passeio a noite.
Os teus olhos negros postos em mim,
Profundos na cerrada escuridão
Beliscam-me em palavras ocas.
terça-feira, junho 26, 2012
Em fogo lento
O beijo quente da tua boca.
O suspiro de Deus que me tenta,
Para nos perdermos em fogo lento.
domingo, junho 24, 2012
Ela destila quando eu destilo
Os meus pensamentos embebedam-se da minha insómnia.
À Anilde. Ela ama-me como poucos. Ela entende-me como poucos. Nós nem somos da mesma cor. Nada em nós, converge. E ainda assim, ela vê-me. Ela lê-me. Ela destila quando eu destilo.
À Anilde. Ela ama-me como poucos. Ela entende-me como poucos. Nós nem somos da mesma cor. Nada em nós, converge. E ainda assim, ela vê-me. Ela lê-me. Ela destila quando eu destilo.
segunda-feira, junho 18, 2012
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