domingo, março 18, 2012

The Grey



Os filmes nem sempre se querem os melhores do mundo, e por isso mesmo se tornam nos mais fantásticos. Assim como as pessoas.

terça-feira, março 13, 2012

o amor nos outros

Não sei como germina o amor nos outros, mas sei que o amor que sinto por ti, nasceu mesmo antes de te conhecer.

Pura

A mais pura magia da vida humana.

segunda-feira, março 12, 2012

Mar

O meu corpo chora nu, na esperança que o mar desta cama, me rasgue daqui para fora, assim como na mesma agitação sábia com que perpetuou um crime maior: deitar ao mar, que nem pedras de chumbo, os meus pobres sonhos, pobres em luz, órfãos na cruz.

(ao som dos Beastie Boys)

Branco

To Zorro,

Gritaste o meu nome e nada esquece a bravura da tua voz. Peço que esqueça.
Nem um livro teu, li. O teu livro é branco. O meu livro, às noites pertence.

Não te leio porque em ti, temo ler o meu nome. Nos versos que traçam os teus caminhos, temo no mais profundo terror que me invade pelo peso de cada letra que sela o meu nome.

Estreitas costuras

É sabido: ninguém escolhe a família que tem. Tudo é mistério nesta matéria. Os que vestem da nossa pele, por vezes, golpeiam-nos nas mais estreitas costuras da alma.

sábado, março 10, 2012

Filme do Desassossego, de Joâo Botelho

Mais logo, na Gulbenkian, entrada livre.



sexta-feira, março 09, 2012

Vai-te.

Meu amor, enterrei-te bem enterrado no Jardim dos Amores. Não tentes fugir, nem tentes puxar-me para junto de ti como uma raíz insaciável, cruel, veementemente demente. Vai-te.

terça-feira, março 06, 2012

Degenerativo


















Ainda ninguém deu por mim. Estou estendida no chão desde Maio passado.
Vês? Ali, estou eu. Os meus braços cor de cal, presos ao chão, pesados de dor por amor. O amor degenerativo mas sem género.
Odeio-me por não conseguir passar para além da linha em meia-lua na cama que fomos.

Inquebráveis

Qualquer dia, inventam pessoas sem ossos- inquebráveis, flexíveis, elásticas para bom uso.

segunda-feira, março 05, 2012

Negro de fim de frias tardes.

Eu nunca vou crescer. Por mais que envelheça, eu nunca vou crescer. Serei sempre aquela criança e aquele medo. Aquele medo e aquela criança- aquele tempo, o terror, como um monstro negro, negro de fim de frias tardes.
Naquele tempo, dia após dia em anos sem fim, sem 1 ou 31, todos os dias rodopiam. Naquele tempo, os dias não eram dias. Os dias não existiam. Só as noites existiam.
O monstro, a espuma e a sua boca. O monstro, os braços secos de vida, e a sua força.(apaguei.)
Na minha voz, na voz que ouvem por vezes entre versos e meios versos, jazem os gritos, gemidos e espasmos do Monstro.

Se o Monstro,
Querem ouvir,
Façam silêncio...de morte
Como quem faz amor de sorte.
Apaguem-se, trajem o medo-o medo do negro de fim de frias tarde.

quarta-feira, fevereiro 29, 2012

O sangue não rima pois escreve-nos no livro da vida sem artimanhas.

(r. a M.)

terça-feira, fevereiro 28, 2012

Contra-amor

Enquanto a comida se repousa sobre o lume, como uma mulher se deita para servir o amor, em lenta combustão, avermelho a chama.


Cair no contra-amor, é um pecado maior: mata a existência. Somos para ser.
Como foi possível cair num contra-amor, pedirem-me para morrer? Amor, podes morrer por favor?

domingo, fevereiro 26, 2012

Esquina

O fim é apenas uma esquina da vida. Nunca se sabe bem o que nos espera ao virar da página, mas nunca é o fim. É um novo páragrafo à espreita.

sábado, fevereiro 25, 2012

Tudo passa, tudo passa.

quarta-feira, fevereiro 22, 2012

Memento homo, quia pulvis es et in pulverem reverteris


Memento homo, quia pulvis es et in pulverem reverteris

sábado, fevereiro 18, 2012

No mar da tua sede.

Como foi a tua última noite, amiga? Antes de deixares o mundo? Como foi? Conta-me e conta nas palavras, o mundo que desponta nos teus olhos?

Deitar-me-ia ao teu lado, se ontem me dissesses "Adeus, vou-me para nunca mais voltar".
Como foi o teu último acordar? Viste o sol, a lâmpada do mundo?
Diz-me como foi sentir o dobrar da perna no teu último passo.
E o braço? Sentiste o peso da caçadeira a pisar-te melodiosamente a carne do ante braço?
E a língua, espalmava no mar da tua sede?

quarta-feira, fevereiro 15, 2012

Os dias de Luz

É tarde. Anoiteceu. Tudo escurece. Nem uma estrela pinta o quadro do tecto. Estou aqui, víuva dos dias de luz. Morro de saudades do meu sorriso.Morro de saudades de mim.

domingo, fevereiro 12, 2012

Também se escrevem poemas de dia.

Também se escrevem poemas de dia, porque basta-nos o coração aceso.
Aprendo que são as pessoas que mexem comigo, que viram a minha alma do avesso.
Na tarde de dia 11 de Fevereiro de 2012, no Terreiro do Paço, passo a passo, caminharam os corações acesos de Portugal. Deixaram tudo para trás: terra, casa, quadros, retratos, passado, presente e até futuro.
Foi no Terreiro que estanquei a minha existência. Foi no Terreiro que dei a volta a Portugal em lacónicos segundos, mas por um preço nimiamente injusto.
Lado a lado, nós os poetas da vida, entoámos o murmúrio das águas correntes cuja força inabalável, arde como uma tempestade de aguardente- aguardente que arde, que manifesta a sua essência sem temor.
Nós os poetas da vida, somos uns pobres, somos uns tolos e a nossa esmola é a luz de um Sol, maior, que nutre as veias da nossa paixão: Portugal.

sábado, fevereiro 11, 2012

Croissant manhoso para concerto grandioso.