Comentário ao teu comentário em "Astonishing" que merece destaque:)
Pedro,
Estávamos ( o João Vaz e eu) a arrumar o refúgio a semana passada. E encontrei o Beast off. Nem queria acreditar:) Para além de ter encontrado a Besta, reparei que a capa trazia as letras e um comentário do Mário a indicar-me como é que eu deveria ouvir Iron Maiden. Nunca tinha reparado na mensagem que o Mário me tinha deixado escondida na K7. Estamos a falar do ano de 1993. O Mário escreve-me umas indicações nessa K7 Basf Chrome Extra II datada (!) de 28 de Novembro de 1993. Foram precisos 15anos para encontrar esta mensagem perdida por entre as linhas das nossas vidas.
:)Eu nunca me esquecerei da oportunidade que me deram há 15 anos, eu não sabendo nada e vocês praticamente tudo:) Devo-vos a grande escola da minha vida.
Aos meus "mestres", um abraço:
Pedro Sá (NUA, Sub Kapital, LSD)
João Vicente (Sex' Oposto, NUA)
João Luís Caveira (Sex' Oposto, The Temple)
Mário Almeida (NUA Sex'Oposto)
Paulo Abreu (NUA)
Joaquim Rebelo Preto (Ritual Tejo, NUA)
Quem me viu e quem me vê...
sábado, julho 12, 2008
Mel
quinta-feira, julho 10, 2008
quarta-feira, julho 09, 2008
The Pirate

Não deixem fugir....
"As minhas últimas récitas são a 10 e a 13. Vou ter muitas saudades deste espectáculo mas a vida continua com MOONSPELL. As récitas estão prestes a esgotar por isso é escrever ao produtor Hugo Sousa: HSousa@obando.pt :divulgacao@obando.pt e garantir ou lutar por um lugar
Tenho só a agradecer as palavras, o apoio e o sentimento dos fãs de Moon que se aventuraram comigo nesta Saga e que tanta força me deu para conseguir fazer isto sem me e vos envergonhar.
Um abraço pirata!
Fernando Ribeiro"
terça-feira, julho 08, 2008
Music Box
Enquanto o tempo espera que passe, eu penso. Estou a pensar no Domingo que passámos no refúgio com a Mel. A Mel é quem nos fotografou para o próximo disco. Estou a pensar nela.
Estive com a Rosa. A Rosa impressionou-me muito mesmo. É missionária em Moçambique há 34 anos. Tem 64. Quero ser como ela, quando for crescida. Sou uma amostra, por enquanto. Estou a crescer. Sei porque dói. Dói muito, crescer. Cresce-se com as amolgadelas que um coração apressado provoca na minha caixa de ar que dá voz ao coração apressado em viver. A infernal Music Box que respira dentro de mim e que eu deveria ousar calar para todo o sempre em busca de um novo mundo.
Estive com a Rosa. A Rosa impressionou-me muito mesmo. É missionária em Moçambique há 34 anos. Tem 64. Quero ser como ela, quando for crescida. Sou uma amostra, por enquanto. Estou a crescer. Sei porque dói. Dói muito, crescer. Cresce-se com as amolgadelas que um coração apressado provoca na minha caixa de ar que dá voz ao coração apressado em viver. A infernal Music Box que respira dentro de mim e que eu deveria ousar calar para todo o sempre em busca de um novo mundo.
sábado, julho 05, 2008
Se, depois de eu morrer...
Se, depois de eu morrer...
Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas --- a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus.
Sou fácil de definir.
Vi como um danado.
Amei as coisas sem setimentalidade nenhuma.
Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei.
Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver.
Compreendi que as coisas são reais e todas diferentes umas das outras;
Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento.
Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais.
Um dia deu-me o sono como a qualquer criança.
Fechei os olhos e dormi.
Além disso fui o único poeta da Natureza.
Alberto Caeiro
Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas --- a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus.
Sou fácil de definir.
Vi como um danado.
Amei as coisas sem setimentalidade nenhuma.
Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei.
Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver.
Compreendi que as coisas são reais e todas diferentes umas das outras;
Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento.
Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais.
Um dia deu-me o sono como a qualquer criança.
Fechei os olhos e dormi.
Além disso fui o único poeta da Natureza.
Alberto Caeiro
domingo, junho 29, 2008
House of The Past
Escrevi a letra para o tema "House of The Past" para Aurora Core, baseada num conto da autoria de Algernon Blackwood (1914).
Por vezes, ponho-me a pensar nele. Crio um tema. Crio o monstro que me assusta quando o mundo se cala. Quando eu me oiço. Quando eu me oiço finalmente porque ele me pára para tudo me dizer.
"But, remember," whispered the Dream, answering my unspoken wonder, "that you are listening to the song it has sung for untold ages into untold myriad ears. It carries back so appallingly far; and in that simple dirge, profound in its terrible monotony, are the associations and recollections of the joys, grieves, and struggles of all your previous existence. The wind, like the sea, speaks to the inmost memory," she added, "and that is why its voice is one of such deep spiritual sadness. It is the song of things for ever incomplete, unfinished, unsatisfying." in House of The Past by Algernon Blackwood
"Algernon Henry Blackwood, CBE (Commander of the British Empire) was an English writer of fiction dealing with the supernatural, who was also a journalist and a broadcasting narrator.
The son of a preacher, Blackwood had a life-long interest in the supernatural, the occult, and spiritualism, and firmly believed that humans possess latent psychic powers. " In Wik
Por vezes, ponho-me a pensar nele. Crio um tema. Crio o monstro que me assusta quando o mundo se cala. Quando eu me oiço. Quando eu me oiço finalmente porque ele me pára para tudo me dizer.
"But, remember," whispered the Dream, answering my unspoken wonder, "that you are listening to the song it has sung for untold ages into untold myriad ears. It carries back so appallingly far; and in that simple dirge, profound in its terrible monotony, are the associations and recollections of the joys, grieves, and struggles of all your previous existence. The wind, like the sea, speaks to the inmost memory," she added, "and that is why its voice is one of such deep spiritual sadness. It is the song of things for ever incomplete, unfinished, unsatisfying." in House of The Past by Algernon Blackwood
"Algernon Henry Blackwood, CBE (Commander of the British Empire) was an English writer of fiction dealing with the supernatural, who was also a journalist and a broadcasting narrator.
The son of a preacher, Blackwood had a life-long interest in the supernatural, the occult, and spiritualism, and firmly believed that humans possess latent psychic powers. " In Wik
sábado, junho 28, 2008
Last Night Out.
Nunca pensei que uma despedida de solteira fosse um delírio em véspera de casamento. Não sou eu quem vai casar. Estou completamente fora desses filmes:) Respeito imenso quem toma essa decisão. Mas não teria os tomates , desculpem a expressão, para uma viagem tão alucinante:)
Mas percebo, com o passar do tempo, que o "bom" casamento é aquele que não assusta, que não levanta dúvidas.
Gostava de ter casado, porque sou muito dada ao sentido da família. Mas não aconteceu. E só até há pouco tempo, é que realizei que não era nem nunca foi nem julgo vir a ser uma prioridade na minha vida. E tenho esta ideia bem clara. Só mesmo uma paixão avassaladora me demoveria. Mas isso também nunca aconteceu.
Fui pedida em casamento há uns anos, sob condição de....me arrefecer. De largar a minha grande paixão que é a dança dos sons. Eu acho que nesse dia, escrevi em poucas palavras o curso da minha vida. Um rio negro tinto.
Voltando ao casamento, tomei a iniciativa de organizar a despedida da Noiva. Gosto mesmo muito dela, e ela merece mais do que ninguém este "bom csamento". Ela merece-lo. Mesmo:) Eu torci mesmo muito por ela, e já lá vão 15 anos Faz em Novembro deste ano, que entrei para os NUA. E fazem 15 anos que a conheci. Ela sempre me seguiu por perto e nunca me cobrou qualquer ausência derivada de ensaios ou concertos. A isso se chama uma Amiga! Esta manhã, até chorei...Emociono-me com estas "coisas". O meu ascendente caranguejo a pregar partidas ao coração.
A despedida foi mesmo A Despedida! Reuni um grupo de 15 amigos (homens inclusive) que a coisa até se tornou bem mais engraçada:) Embebedámo-nos q.b.contrariamente às intenções estipuladas. Afastava sempre o copo da Noiva. ..mas nada feito. A sangria casanova e o sangre donísico era de chorar por mais. Nestas situações, tenho um juízo tremendo. Quero memso casar a noiva amanhã!
Deixei a E. em casa, há minutos e ela pediu -me desculpa pelo estado....mas que a culpa era do sangre...
Comemos Excitação de magret de canard . Eu comi um erótico de rolinhos de peixe branco em molho de manga laranja.
Fiz-lhe ao final da tarde um véu endiabrado...estava um espectáculo...talvez use uma réplica para um show de Cinemuerte:)Comprei tule, fita vermelha, uns corninhos endiabrados. Um espectáculo. Não imaginam o sucesso que teve no Afreudite, o restaurante afrodisíaco do Fabrizio que reservei para esta noite.
Cigarrilhas indianas, poemas eróticos discursados pela E. E uma mesa de perder de vista:)Mais, tivemos direito a um baralho de cartas da casa...baralho de cartas...cartas desencartadas:)
Bom demais:) Raptei a noiva. Pu-la no meu carro e...:)
Mas percebo, com o passar do tempo, que o "bom" casamento é aquele que não assusta, que não levanta dúvidas.
Gostava de ter casado, porque sou muito dada ao sentido da família. Mas não aconteceu. E só até há pouco tempo, é que realizei que não era nem nunca foi nem julgo vir a ser uma prioridade na minha vida. E tenho esta ideia bem clara. Só mesmo uma paixão avassaladora me demoveria. Mas isso também nunca aconteceu.
Fui pedida em casamento há uns anos, sob condição de....me arrefecer. De largar a minha grande paixão que é a dança dos sons. Eu acho que nesse dia, escrevi em poucas palavras o curso da minha vida. Um rio negro tinto.
Voltando ao casamento, tomei a iniciativa de organizar a despedida da Noiva. Gosto mesmo muito dela, e ela merece mais do que ninguém este "bom csamento". Ela merece-lo. Mesmo:) Eu torci mesmo muito por ela, e já lá vão 15 anos Faz em Novembro deste ano, que entrei para os NUA. E fazem 15 anos que a conheci. Ela sempre me seguiu por perto e nunca me cobrou qualquer ausência derivada de ensaios ou concertos. A isso se chama uma Amiga! Esta manhã, até chorei...Emociono-me com estas "coisas". O meu ascendente caranguejo a pregar partidas ao coração.
A despedida foi mesmo A Despedida! Reuni um grupo de 15 amigos (homens inclusive) que a coisa até se tornou bem mais engraçada:) Embebedámo-nos q.b.contrariamente às intenções estipuladas. Afastava sempre o copo da Noiva. ..mas nada feito. A sangria casanova e o sangre donísico era de chorar por mais. Nestas situações, tenho um juízo tremendo. Quero memso casar a noiva amanhã!
Deixei a E. em casa, há minutos e ela pediu -me desculpa pelo estado....mas que a culpa era do sangre...
Comemos Excitação de magret de canard . Eu comi um erótico de rolinhos de peixe branco em molho de manga laranja.
Fiz-lhe ao final da tarde um véu endiabrado...estava um espectáculo...talvez use uma réplica para um show de Cinemuerte:)Comprei tule, fita vermelha, uns corninhos endiabrados. Um espectáculo. Não imaginam o sucesso que teve no Afreudite, o restaurante afrodisíaco do Fabrizio que reservei para esta noite.
Cigarrilhas indianas, poemas eróticos discursados pela E. E uma mesa de perder de vista:)Mais, tivemos direito a um baralho de cartas da casa...baralho de cartas...cartas desencartadas:)
Bom demais:) Raptei a noiva. Pu-la no meu carro e...:)
sexta-feira, junho 27, 2008
quarta-feira, junho 25, 2008
Princesa Aurora

Aurora Core voou, hoje, em direcção a Bochum:)
Regressa em Julho.
Estranhamente, ao despedir-me delas ao final do dia, gritam-me " Adeus Princesa Aurora. Adeus".
In Wik:
Eos (em grego, Ἠώς – Êôs, 'aurora') era a deusa grega que personificava o amanhecer. Filha de Hipérion e Téa, era irmã da deusa Selene, a lua e de Hélios, o sol.
Eos, em latim, Aurora , é a deusa do amanhecer.
São inúmeras as paixões de Eos, sendo a mais conhecida, o seu caso com Titono, irmão mais velho de Príamo. A deusa o amava tanto que pediu para que deuses o concebessem a imortalidade, mas esqueceu-se de lhe conceder a juventude eterna, e dessa forma o amado da atrapalhada deusa transformou-se num velho decrépito, sem nunca, no entanto, morrer. Eos decidiu, então pedir para que Zeus o transformasse numa cigarra.
Suas paixões funestas se atribuem ao facto de que a deusa do amanhecer teve amores com Ares, algo que deixou a deusa do amor e da beleza, Afrodite, muito encíumada, e assim lançou uma maldição sobre ela fazendo com que Eos sempre esteja apaixonada por alguém, mas nunca consiga ser realmente feliz no que se diz ao amor.
terça-feira, junho 24, 2008
Chaos

Brody Dalle. My muse since Rocksound.
I worked for Rocksound mag' for two years. Those were surely the toughest times.
Perfection is a terrible novel.
At that point in time, when you step into "Planet Chaos", you only keep telling to yourself " Dear, there's nothing left to loose,... but yourself". "And then, There is You. Protecting me".
sábado, junho 21, 2008
I am the scavenger

Paul Banks portrait by Caitlin Shearer

I'm timeless like a broken watch,
I make money like Fred Astaire.
I see that you've come to resist me, I'm a pitbull in time.
The pretence is not what restricts me,
It's the circles inside.
The anatomy of kisses and a teacher who tries,
Who knows how we'll disappear.
Would you like to be my missus,
And in future with child?
You know that we can't get back from here.
We can get away.
Baby don't you try to find me.
Baby don't you try to fight.
Baby don't you try to find me.
Baby, it will be all right.
Along the way...
Tears drown in the wake of delight.
There's nothing like this built today.
You'll never see a finer ship in your life.
We sail today
Tears drown in the wake of delight.
There's nothing like this built today
You'll never see a finer ship
Or receive a better tip in your life.
I am the scavenger...
Between the sheets of union.
Lately I can't tell for sure,
whether machines turn anyone.
I am the scavenger...
Between the sheets of union.
Lately I can't tell for sure,
If the machines turn anyone.
Lady don't you try to find me.
Lady there is no need to fight.
Lady don't you try to find me.
Baby it will be all right.
We sail today...
Tears will drown in the wake of delight.
There's nothing like this built today.
You'll never see a finer ship in your life.
Along the way...
The sea will crowd us with lovers at night.
There's nothing like this built today.
You'll never see a finer ship,
Or receive a better tip in your life.
I see that you've come to resist me...
I'm a pitbull in time.
White Goddess, Red Goddess,
Black temptress of the sea, you treat me right.
Black Goddess, Red Goddess,
White temptress of the sea, you treat me right.
Oh my love we are sailing to Norway
Oh my love we're leaving tonight
Take me on a cruise
By Interpol
Mar Português
O vocabulário para descrever este dia pertence a outro mundo. Este dia foi incrível. Um público em grande com um coração profundo e bem português, assim como o mar português:)
O Amor é uma companhia
O amor é uma companhia
O amor é uma companhia.
Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.
Um pensamento visível faz-me andar mais depressa
E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo.
Mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo.
E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.
Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.
Todo eu sou qualquer força que me abandona.
Toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara dela no meio.
Alberto Caeiro
O amor é uma companhia.
Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.
Um pensamento visível faz-me andar mais depressa
E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo.
Mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo.
E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.
Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.
Todo eu sou qualquer força que me abandona.
Toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara dela no meio.
Alberto Caeiro
quinta-feira, junho 19, 2008
My Family RIP

1919 Espite (Portugal)
José Pereira Novo (Canto superior direito)era o meu bisavô que foi (supostamente) assassinado nesse ano à sua chegada ao Brasil, pelo irmão Manuel, com um acertado tiro de caçadeira.
A minha avó Adelina da Conceição (primeira fila em baixo ao centro, junto ao meu trisavô, Manuel Ferreira, que segura um chapéu e uma bengala) com os seus olhos azuis terra-mar escurecidos pela negridão do tempo e que ficou órfã de pai nesse mesmo ano.
Tenho tantas saudades suas avó. RIP
Baraldi Luna
Subscrever:
Mensagens (Atom)








