Hoje, conheci um anjo chamado Miguel. Mais um. Tem 6 anos. É lindo. Veio com a mãe que faz as limpezas do recinto. A mãe: notei-lhe uma certa deficiência do foro psíquico. É muito boa pessoa, e daí, imagino o que ela já deve ter sofrido nesta vida, e o que a espera ainda. Desse "atraso", que me custa tanto rotular, só poderia nascer esta criança que perante a situação da mãe, provida de uma beleza interior que não esquecerei. esta criança que me fala com um savoir-faire incaracterístico para a idade. Chama-me: "Sofia! Sabes o que eu vou desenhar? Vou desenhar o homem a andar no planeta azul." Pergunto-lhe se o planeta é o nosso. Responde-me que não. Que o nosso é o planeta verde e azul. Diz-me claramente: "O planeta azul é onde moram os estra-terrestres." Falámos da música e claro, pediu-me que lhe cantasse. Cantei e desdobrei-me para o fazer feliz nesta curta meia-hora de lanche entre papéis e papéis que ardem sem se ver. Fiz questão de lhe dizer onde cantava. No piso de baixo, disse-lhe. Ficou-se feliz assim como se participasse num conto. Imaginando aquela espaço secreto, de porta fechada. Estalei-lhe o verniz do olho. Despedi-me. Disse-lhe que ia trabalhar. Pôs a máscara, e delicadamente como um príncipe, desceu as escadas, talvez ao encontro da sala secreta.
Arde sem se ver a minha estrondosa adoração por estas crianças que nascem à espera. À espera de um caminho.
quinta-feira, agosto 30, 2007
Ladrar
Há dias, um homem ladrou-me....não consigo bem perceber o que se passou....mas ladrou! O que é ladrar? "ladrar: fazer alarde ou ostentação dos seus méritos." in Priberam
quarta-feira, agosto 29, 2007
La Perle
Deito-me. Ela: não diz. Vem direita... a mim. Dobra-se em caracol, como se o meu corpo fosse a concha. Ajeita as costas, de três primaveras, deitando-se sob o meu ventre, para que a carne se una. Para que a proteja. Esfrega a face, como se esta cantasse, sobre a minha mão. Mira-me os sinais dos braços que tanto a fazem sonhar. Pega-me nos braços e olha: olha para o meu infinito. Deixa-se sonhar por entre os sinais dos meus braços que lhe embalam a voz. Apenas a voz.
A Norte
No próximo sábado, dia 1 do mês do acordar, vemo-nos no Coliseu do Porto. Estou cheia de saudades dos ventos a Norte. Marés Negras...um ambiente submerso, provavelmente underwateriano, revisitado com Moonspell, Kreator, Fever e Before the Rain.
segunda-feira, agosto 27, 2007
A cabeça
Shiii...a minha cabeça!Decididamente, não nasci para o álcool. O álcool e eu estamos destinados ao fracasso. Stay away from me! Bah!
sábado, agosto 25, 2007
Predadores de Almas - Materna Parte 2
Somos dois. Um decidiu-se e foi. Gavião.
Quebraram-se hoje 18 anos de silêncio. Calámos o destino há 19 anos. Hoje, cozeu-se-lhe na boca : "paguei 100 escudos em 1971 para que nascesses perfeito". Disse-lhe que mais tarde, perante a minha indignação, de não ter feito o mesmo por mim, foi pagar outra promessa, a pensar em mim. O que terá sido? É legítimo acreditar nestes créditodébitos? Custa-me pensar que ela existe. Morreu-se há 19 anos. Aquela voz irada que nunca se despegou da minha memória. A memória mata-nos o entendimento. Estranho, é regressar nesta tarde chuvosa à rua que me embalou o espírito na década de 80. Que me expremeu o coração em sangue. Uma década perpetuou a Rua da Fé. Estranho é virar-me para o Sr. Zé da C. A. e dizer-lhe que ali, um pouco mais acima, vivera.."sim, nesse prédio cor-se-rosa, pombalino". Ele, exclamando..."ah o maldito! O do portão maldito." Passam-se 19 anos sobre o adeus à Fé, e há coisas que nunca mudam...
Foi naquele andar de terceiro esquerdo e direito, ao número 10, de 14 assoalhadas onde vivia (nem sei se vivi), que a música lembrou-se de mim. Notou que vivia ali uma míuda . Essa malvada! Penso que a música matava-me o medo. O prédio de facto datava do pós-terramoto e tinha sido recuperado sem que a traça pombalina se desvanecesse. Vivi ali horrores. A psicose apurada sentada de frente para o portão. Custa-me pensar que nunca vou esquecer. O aperto que se sente quando se vive perseguida. Não é justo aqui expor mais detalhes. Vivi um período negro de 1980 a 1989 (fiz as contas agora mesmo). Foram 9 anos que me pareceram o dobro. À M. A., foi diagnosticada sociopatia (distúrbio da personalidade anti-social ou "predadores de almas"- "A grande maioria das pessoas, em contacto com o sociopata, é incapaz de imaginar o seu lado "negro", que alguns conseguem esconder com sucesso a maior parte da vida, através de uma vida dupla." ). Dificilmente, conseguimos interná-la. O máximo, uma semana e porque a instituição "Júlio de Matos" não a queria. Diziam que pela Loucura, ficaria, mas que pela Maldade, o Hospital recusava-se a fazer-lhe a cama. Quanto aos porquês da patologia na família, é difícil explicar. São muitas as histórias que se contam na família. Uma delas - julgo que já a contei há cerca de um ano - que teria visto um homem enforcar-se, algures num descampado e que o espírito do enforcado...bah! Estou a assustar-vos...esqueçam. Imaginem. Curiosidade: naquele hospital, a família Matos (também sou Matos) tem cartão de cliente e acumula pontos de fidelidade:)Há várias gerações. Posto isto, já sabem um pouco mais acerca de mim. Basicamente,estou a tentar dizer-vos o que sou. Não é que isso vá alterar algo, ou talvez vá:)
Se a temática vos seduz, ora descubram este novo mundo, que para mim soa a Velho Mundo. A mim, a cada dia que passa, sabe-me muito melhor viver longe das pedras e das tesouras. A isso chamo de "Teoria da Relatividade". A isso, chamo de "Teoria da Felicidade".
http://www.cerebromente.org.br/n12/doencas/sociopatia.htm
http://www.geocities.com/medicinahumana/mental/personal.htm
Virão mais partes da Materna. São infindáveis.
Quebraram-se hoje 18 anos de silêncio. Calámos o destino há 19 anos. Hoje, cozeu-se-lhe na boca : "paguei 100 escudos em 1971 para que nascesses perfeito". Disse-lhe que mais tarde, perante a minha indignação, de não ter feito o mesmo por mim, foi pagar outra promessa, a pensar em mim. O que terá sido? É legítimo acreditar nestes créditodébitos? Custa-me pensar que ela existe. Morreu-se há 19 anos. Aquela voz irada que nunca se despegou da minha memória. A memória mata-nos o entendimento. Estranho, é regressar nesta tarde chuvosa à rua que me embalou o espírito na década de 80. Que me expremeu o coração em sangue. Uma década perpetuou a Rua da Fé. Estranho é virar-me para o Sr. Zé da C. A. e dizer-lhe que ali, um pouco mais acima, vivera.."sim, nesse prédio cor-se-rosa, pombalino". Ele, exclamando..."ah o maldito! O do portão maldito." Passam-se 19 anos sobre o adeus à Fé, e há coisas que nunca mudam...
Foi naquele andar de terceiro esquerdo e direito, ao número 10, de 14 assoalhadas onde vivia (nem sei se vivi), que a música lembrou-se de mim. Notou que vivia ali uma míuda . Essa malvada! Penso que a música matava-me o medo. O prédio de facto datava do pós-terramoto e tinha sido recuperado sem que a traça pombalina se desvanecesse. Vivi ali horrores. A psicose apurada sentada de frente para o portão. Custa-me pensar que nunca vou esquecer. O aperto que se sente quando se vive perseguida. Não é justo aqui expor mais detalhes. Vivi um período negro de 1980 a 1989 (fiz as contas agora mesmo). Foram 9 anos que me pareceram o dobro. À M. A., foi diagnosticada sociopatia (distúrbio da personalidade anti-social ou "predadores de almas"- "A grande maioria das pessoas, em contacto com o sociopata, é incapaz de imaginar o seu lado "negro", que alguns conseguem esconder com sucesso a maior parte da vida, através de uma vida dupla." ). Dificilmente, conseguimos interná-la. O máximo, uma semana e porque a instituição "Júlio de Matos" não a queria. Diziam que pela Loucura, ficaria, mas que pela Maldade, o Hospital recusava-se a fazer-lhe a cama. Quanto aos porquês da patologia na família, é difícil explicar. São muitas as histórias que se contam na família. Uma delas - julgo que já a contei há cerca de um ano - que teria visto um homem enforcar-se, algures num descampado e que o espírito do enforcado...bah! Estou a assustar-vos...esqueçam. Imaginem. Curiosidade: naquele hospital, a família Matos (também sou Matos) tem cartão de cliente e acumula pontos de fidelidade:)Há várias gerações. Posto isto, já sabem um pouco mais acerca de mim. Basicamente,estou a tentar dizer-vos o que sou. Não é que isso vá alterar algo, ou talvez vá:)
Se a temática vos seduz, ora descubram este novo mundo, que para mim soa a Velho Mundo. A mim, a cada dia que passa, sabe-me muito melhor viver longe das pedras e das tesouras. A isso chamo de "Teoria da Relatividade". A isso, chamo de "Teoria da Felicidade".
http://www.cerebromente.org.br/n12/doencas/sociopatia.htm
http://www.geocities.com/medicinahumana/mental/personal.htm
Virão mais partes da Materna. São infindáveis.
Pôr a mão
Música de fundo: Nina Simone. Repousava a Loud e por cima desta, numa extensa banca poeirenta, " A Psicologia do Terror". Escolhi este livro porque o abri, e percebi que ele me estava destinado. Tinha de o "arder". A temática do cinema de terror. Virei-me para a estante. E assim que me voltei, senti a lágrima fervida no canto do olho de um curioso, como se o título do "escolhido" bastasse para alterar a vida de mais um -desculpem- inerte.
Senti que o tocara. Atirei-lhe o meu negro olhar e ele sentiu-se parar. Pediu-me desculpa. Respondi-lhe "não tem de quê". A vida é um pouco assim. Um livro perdido, escondido entre tantos. Bastou-lhe que o pescasse e o lançasse ao mar para que a luz do dia o abrilhantasse. Desejaram-no, apenas, quando alguém lhe pôs a mão.
Senti que o tocara. Atirei-lhe o meu negro olhar e ele sentiu-se parar. Pediu-me desculpa. Respondi-lhe "não tem de quê". A vida é um pouco assim. Um livro perdido, escondido entre tantos. Bastou-lhe que o pescasse e o lançasse ao mar para que a luz do dia o abrilhantasse. Desejaram-no, apenas, quando alguém lhe pôs a mão.
sexta-feira, agosto 24, 2007
Homem animal
O bater das 6 a chegar...já oiço os meus passos a chegar. Pã, pã..estás ouvir? Eu estou a chegar. A chegar de onde já parti.
Já tentaram reproduzir, com a boca, o som de um passo? É impossível. Eu, não consigo.
Quando era pequena, conseguia assustar o meu irmão (mais tarde os NUA nos ensaios que não rendiam) com uma voz que guardo cá dentro. Só eles a ouviram. Dela, já não me recordava. Como é possível? Lembro-me que os assustava mas pediam-me sempre para repetir:)
É uma voz gerada puxando as cordas vocais para o patamar mais baixo. É terrível. É um som horroroso. É horroroso. Cria a sensação que tenho cá outra pessoa escondida...tem voz de homem-animal. Já consigo entender porque a fui esquecendo, essa voz:) Maldita. Mal dita.
Sobre homens-animais, vou falar. Preciso de estar "pr' aí virada"...quem espera, sempre alcança.
Já tentaram reproduzir, com a boca, o som de um passo? É impossível. Eu, não consigo.
Quando era pequena, conseguia assustar o meu irmão (mais tarde os NUA nos ensaios que não rendiam) com uma voz que guardo cá dentro. Só eles a ouviram. Dela, já não me recordava. Como é possível? Lembro-me que os assustava mas pediam-me sempre para repetir:)
É uma voz gerada puxando as cordas vocais para o patamar mais baixo. É terrível. É um som horroroso. É horroroso. Cria a sensação que tenho cá outra pessoa escondida...tem voz de homem-animal. Já consigo entender porque a fui esquecendo, essa voz:) Maldita. Mal dita.
Sobre homens-animais, vou falar. Preciso de estar "pr' aí virada"...quem espera, sempre alcança.
terça-feira, agosto 21, 2007
quarta-feira, agosto 15, 2007
segunda-feira, agosto 13, 2007
Dreamworld

No regresso, estreio-me com a caricatura de Sire Cedric que me é enviada pelo próprio. Consome-me às litradas "Born from Ashes" como eu confesso beber da sua expressão. Somos farinha do mesmo saco. Adoro a forma como escreve. Próxima obra a sair a 6 de Outubro próximo, com a presença do famosíssimo Father Sebaastian: Dreamworld. Promete, pois uma das obras que devorei este verão foi Déchirures do mesmo autor. Sei que sou suspeita. Ele é meu amigo...mas escreve como ninguém. Tem visão cinematográfica. Tradutores, acordem!

http://www.scifi-universe.com/fiche_actu.asp?id=5728
sábado, agosto 11, 2007
Curiosa
8h30 bem matinais: Castro Marim à vista. Não conseguem imaginar o gozo que me dá entrar numa feira e negociar com os feirantes. Deliro. Apaixono-me por estes seres que povoam estes terrenos baldios. Acabo com uma oliveira no peugeot! Para trás ficam as galinhas, galos, pintos, tremoço do belo, grão, feijão, milho, orégãos...deliro com os cheiros, as cores. Sigo para Espanha. Outro mundo. Tão perto, tão longe. Simpáticos q.b. Regresso com o sabor da Laranja do João. Outro mundo tão perto, tão longe.
Entrego-me à fina areia branca, e estranhamente avisto J. do Johnny Guitar.Tão perto tão longe. De papagaio na mão: em forma de dragão, entrega-se de corpo e alma aos sobrinhos que deliram. Revejo-me nele. Fiz o mesmo a semana passada. A vida é curiosa.
Tenho devorado livros e mais livros. Depois conto e recomendo.
Meu amigos: de papagaio na mão ou não, quem ganha hoje é o dragão:)
Entrego-me à fina areia branca, e estranhamente avisto J. do Johnny Guitar.Tão perto tão longe. De papagaio na mão: em forma de dragão, entrega-se de corpo e alma aos sobrinhos que deliram. Revejo-me nele. Fiz o mesmo a semana passada. A vida é curiosa.
Tenho devorado livros e mais livros. Depois conto e recomendo.
Meu amigos: de papagaio na mão ou não, quem ganha hoje é o dragão:)
quarta-feira, agosto 08, 2007
terça-feira, agosto 07, 2007
Cacela e os Piratas
Estou aqui!
Não imaginam o que é beber desta paisagem. O Olho enche-se-me de visões. Avisto num piscar de olho os tais piratas que atacavam por este mar. Basta-me franzir a vista desculpando-me ao sol, e vejo: revejo a embarcação.
Beijos a todos de Cacela...

"Cacela-Velha
Aldeia localizada numa elevação arenítica em frente à Ria Formosa e ao mar, donde se vislumbra uma das mais belas panorâmicas do sotavento algarvio.
Constituiu ponto de passagem para navegadores gregos e fenícios, e segundo alguns autores terá sido Cunistorgis, a antiga capital dos Cúneos. Os romanos ampliaram-na e os árabes deram-lhe o prestígio.
Durante o período islâmico e a época medieval foi um importante centro populacional, tendo sido conquistada aos mouros por D. Paio Peres Correia em 1240. Segundo a lenda, após a conquista de Cacela, foram ditadas tréguas, mas sete cavaleiros cristãos foram mortos à traição pelos mouros e assim a fúria de D. Paio abateu-se sobre Tavira e conquistou-a. Em 1283 D. Dinis outorgou foral a Cacela.
Durante o século XIV devido a alterações da linha da costa e aos constantes ataques de piratas a população começou a abandonar a vila e a partir para o interior.
Actualmente como pontos de interesse encontramos a fortaleza do século XVII, um edifício de duplo beiral do século XVI, algumas moradias de arquitectura tradicional algarvia do século XVIII, a igreja de origem medieval, as ruínas islâmicas, os fornos romanos e os vestígios da antiga muralha medieval. A designação Cacela-Velha é recente, pois este local era conhecido como Sítio da Igreja."
Não imaginam o que é beber desta paisagem. O Olho enche-se-me de visões. Avisto num piscar de olho os tais piratas que atacavam por este mar. Basta-me franzir a vista desculpando-me ao sol, e vejo: revejo a embarcação.
Beijos a todos de Cacela...

"Cacela-Velha
Aldeia localizada numa elevação arenítica em frente à Ria Formosa e ao mar, donde se vislumbra uma das mais belas panorâmicas do sotavento algarvio.
Constituiu ponto de passagem para navegadores gregos e fenícios, e segundo alguns autores terá sido Cunistorgis, a antiga capital dos Cúneos. Os romanos ampliaram-na e os árabes deram-lhe o prestígio.
Durante o período islâmico e a época medieval foi um importante centro populacional, tendo sido conquistada aos mouros por D. Paio Peres Correia em 1240. Segundo a lenda, após a conquista de Cacela, foram ditadas tréguas, mas sete cavaleiros cristãos foram mortos à traição pelos mouros e assim a fúria de D. Paio abateu-se sobre Tavira e conquistou-a. Em 1283 D. Dinis outorgou foral a Cacela.
Durante o século XIV devido a alterações da linha da costa e aos constantes ataques de piratas a população começou a abandonar a vila e a partir para o interior.
Actualmente como pontos de interesse encontramos a fortaleza do século XVII, um edifício de duplo beiral do século XVI, algumas moradias de arquitectura tradicional algarvia do século XVIII, a igreja de origem medieval, as ruínas islâmicas, os fornos romanos e os vestígios da antiga muralha medieval. A designação Cacela-Velha é recente, pois este local era conhecido como Sítio da Igreja."
domingo, julho 29, 2007
Underwater - The shooting shooted me:)

Gone...
but leaving you with the new video *
http://vids.myspace.com/index.cfm?fuseaction=vids.individual&videoid=14089861
quinta-feira, julho 26, 2007
Teatro do Mar
Para ver "a special one":

http://www.teatrodomar.com/
Teatro do Mar
Daimonion
“Daimonion” assenta numa estrutura cénica com cerca de 9m de altura, alusiva à arquitectura de uma catedral gótica. Multidisciplinar, funde o teatro com o novo circo/ acrobacia aérea, a dança, a música original e as novas tecnologias do vídeo e da imagem de síntese.
O ponto de partida é o mito e a tragédia de Fausto (mais particularmente a obra de Goethe) e a aspiração à vida eterna. Nesta encenação de Julieta Aurora Santos, Mefistófeles e o Espírito são alter-egos de Fausto. O conflito assenta essencialmente nesta dualidade, nas questões relacionadas com as limitações do corpo e a amplitude da alma, as tentações e a busca da iluminação, as escolhas e a consequência das acções realizadas.
Insatisfeito e frustrado, no fim da vida e nos limites do corpo, na consciência da proximidade da Morte, faz um pacto com o demónio. Vende-lhe a alma em troca da juventude e de uma vida de prazeres.
July 12th - Cracow (Poland)July 15th - Gdansk (Poland)
July 26th - Praia de Sta. Cruz (Portugal)
August the 3rd and the 4th - Frankfurt/Main (Alemanha)

http://www.teatrodomar.com/
Teatro do Mar
Daimonion
“Daimonion” assenta numa estrutura cénica com cerca de 9m de altura, alusiva à arquitectura de uma catedral gótica. Multidisciplinar, funde o teatro com o novo circo/ acrobacia aérea, a dança, a música original e as novas tecnologias do vídeo e da imagem de síntese.
O ponto de partida é o mito e a tragédia de Fausto (mais particularmente a obra de Goethe) e a aspiração à vida eterna. Nesta encenação de Julieta Aurora Santos, Mefistófeles e o Espírito são alter-egos de Fausto. O conflito assenta essencialmente nesta dualidade, nas questões relacionadas com as limitações do corpo e a amplitude da alma, as tentações e a busca da iluminação, as escolhas e a consequência das acções realizadas.
Insatisfeito e frustrado, no fim da vida e nos limites do corpo, na consciência da proximidade da Morte, faz um pacto com o demónio. Vende-lhe a alma em troca da juventude e de uma vida de prazeres.
July 12th - Cracow (Poland)July 15th - Gdansk (Poland)
July 26th - Praia de Sta. Cruz (Portugal)
August the 3rd and the 4th - Frankfurt/Main (Alemanha)
segunda-feira, julho 23, 2007
Existentia

Paulo Dobreira
Temos vídeo novo. Underwater. Parabéns ao Paulo Dobreira (Realizador). Formámos uma equipa fantástica, disposta a tudo. As I like it. U Know!
O Paulo fez-me tanto mas tanto rir..que acreditem...as rugas estão cimentadas. Whatever! Mas valeu a Pena.
E eu, Paulo, faço-te chorar...acerto-te no olho, na orelha...what's next...? Falas-me em me atirares de um helicóptero para a próxima viagem...
Espero ter em breve um making of. Sucesso garantido: piqueniques na Pena (com as minhas famosas sandes), a beleza estonteante das flores, o gato fugidio, o confessionário na gruta do frade, a vista deslumbrante do ponto mais alto da Pena para o mar, os vestígios de rituais satânicos, as queijadas, queijadas e queijadas, eu a querer espumar um líquido verde, o Paulo a não querer acreditar, o João de pé aleijado, os encontros às 6 da manhã em Chelas para à Pena chegar em silêncio de Deus, uns incansáveis "Temos Pena", o olhar do turista japonês, a praia do Guincho, a praia do forte de Caxias, os Piratas das caraíbas brasileiros para um episódio do Gato fedorento a fazer-nos concorrência às 7 da manhã de um Domingo, a roupa molhada, o Stop da GNR comigo molhada dos pés à Cabeça na A5, a banheira e o algodão para me obstruir as narinas, a insustentável dor de cabeça a mergulhá-la em água calcificada, as pétalas de rosa com cheiro a peixe por me ter enganado no saco que as guardava e tivera lá antes bacalhau à posta, a roupa à cigano do João, a instalação eléctrica que montámos na sala de ensaio, a cama que fizemos e desfizemos, os panos negros que cortámos, as cordas que atámos, as lampâdas que balancámos, as vezes que me atiraram ao colchão, o torcicolo que conquistei, as incontáveis vezes que mergulhei na maldita banheira cuja água se esgotava estupidamente por falta de tampa, as vezes que vos fiz rir na banheira às altas gargalhadas de chorar e pedir, a pseudo hipotermia no pseudo mar do forte de Caxias, a o Chapéu à Slash do Daniel, o telefone que partimos ao Daniel, as infindáveis idas ao CCColombo já perto da meia noite para o cabelo acordar sedoso no dia seguinte, a lavagem de roupa à 1 da manhã, as viagens de carro com retrovisor caído. That's how we video-shooted it. A kind of undersomething...
Mas simplesmente inequecível e memorável.
E isto tudo, para quê? Para existir.
Penso, logo existo....nã, nã...
"Comecemos na antiguidade. A formulação classica é, na verdade: "o homem é a medida de todas as coisas" Protágoras era um representante, mesmo que em uma posição sui generis, do movimento sofista. Essa sentença é a expressão de um extremo relativismo, segundo o qual, a verdade é determinada pelo ser humano, pela sua capacidade de argumentação. Toda percepção da realidade é um processo que ocorre no sujeito. Assim toda verdade, até mesmo empírica, depende do sujeito cognitivo. A redução da realidade à esfera do humanamente perceptível é clara em sua tese, que a tangente corta um círculo em mais de um ponto, contrariando assim a geometria clássica. Também as normas morais são relativas: o homem é medida da ética.
A sentença "Penso, logo existo" de Descartes tem muita semelhança com o dito de Protágoras. Em busca de uma verdade última e irrefutavel, Descartes retoma um pensamento de Sto. Agostinho (si fallor sum: se erro, existo) e e constroi toda uma filosofia a partir desta base segura. Mesmo que todos os conhecimentos sejam inseguros, uma coisa é absolutamente certa: que eu existo. Mesmo que eu me engane ao pensar que 2 +2 =4, o simples fato de EU estar enganado prova que Eu existo, pelo menos enquanto ser pensante: res cogitans. A grande semelhança com Protágoras é clara: o Sujeito epistêmico, o sujeito enquanto ser cognitivo, é tomado como base do conhecimento. Mas existe uma diferença fundamental: Protágoras tem uma pretensão metafísica. A realidade como construcao do ser humano, enquanto Descartes tem uma pretensão apenas epistemológica: o conhecimento da própria consciência como fundamento para o conhecimento (e não como construção da realidade).
Dr. Phil. Guido Imaguire"
Os porquês
A Michelle Pfeiffer ensinou-me mais um pouco acerca da dignidade humana. Sei que era um filme. Sei disso. Melhor ainda. O elixir da idade, da velhice. Revejo-me numa manhã de Domingo entre idosos e sinto-me bem. Muito bem. Como se sempre pertencera àquele submundo. O mundo dos que estão às portas de tudo ou nada.
Pouco se fala deles...mas eu falo. E sei que estão a ler. Há uns dias, trocava palavras, ideias com o José (Luís Peixoto) autor do Àmanhã (no Teatro Meridonial /Lisboa até 29/07), peça de teatro que toca em aspectos como a temática da terceira idade. Já pensaram, se tudo correr bem (mal), vamos viver a idade dos esquecidos? A idade dos não porquês. E porque não porquês? Porque é que os porquês só cabem aos pequenos? As certezas matam-nos.
Recorda-me a minha avó: já perto do último ano de vida, surpreendia-a de lágrima no recanto do olho. Essa lágrima, é A Lágrima. A única que merece ser.
Pouco se fala deles...mas eu falo. E sei que estão a ler. Há uns dias, trocava palavras, ideias com o José (Luís Peixoto) autor do Àmanhã (no Teatro Meridonial /Lisboa até 29/07), peça de teatro que toca em aspectos como a temática da terceira idade. Já pensaram, se tudo correr bem (mal), vamos viver a idade dos esquecidos? A idade dos não porquês. E porque não porquês? Porque é que os porquês só cabem aos pequenos? As certezas matam-nos.
Recorda-me a minha avó: já perto do último ano de vida, surpreendia-a de lágrima no recanto do olho. Essa lágrima, é A Lágrima. A única que merece ser.
Meia
http://www.rammstein-portugal.org/forum/viewtopic.php?t=265&postdays=0&postorder=asc&start=30&sid=6d229c6efc9f7d20cd8671a4d345d718
Fui-me lembrando de umas bandas jeitosas portuguesas:
Orgasmo - http://www.myspace.com/orgasmoband Já os vi ao vivo, são engraçados!
The Vicious Five - http://www.myspace.com/theviciousfive Já vi ao vivo também, e rulam de caraças.
Cinemuerte - http://www.myspace.com/cinemuerte Também já vi ao vivo lol, a gaja é meia maluca no palco.
Trinta e um - http://www.myspace.com/trintaeum É muito porreiro
Bem, se é meia...já vamos com sorte...
Fui-me lembrando de umas bandas jeitosas portuguesas:
Orgasmo - http://www.myspace.com/orgasmoband Já os vi ao vivo, são engraçados!
The Vicious Five - http://www.myspace.com/theviciousfive Já vi ao vivo também, e rulam de caraças.
Cinemuerte - http://www.myspace.com/cinemuerte Também já vi ao vivo lol, a gaja é meia maluca no palco.
Trinta e um - http://www.myspace.com/trintaeum É muito porreiro
Bem, se é meia...já vamos com sorte...
domingo, julho 22, 2007
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