Como foi a tua última noite, amiga? Antes de deixares o mundo? Como foi? Conta-me e conta nas palavras, o mundo que desponta nos teus olhos?
Deitar-me-ia ao teu lado, se ontem me dissesses "Adeus, vou-me para nunca mais voltar".
Como foi o teu último acordar? Viste o sol, a lâmpada do mundo?
Diz-me como foi sentir o dobrar da perna no teu último passo.
E o braço? Sentiste o peso da caçadeira a pisar-te melodiosamente a carne do ante braço?
E a língua, espalmava no mar da tua sede?
sábado, fevereiro 18, 2012
quarta-feira, fevereiro 15, 2012
Os dias de Luz
É tarde. Anoiteceu. Tudo escurece. Nem uma estrela pinta o quadro do tecto. Estou aqui, víuva dos dias de luz. Morro de saudades do meu sorriso.Morro de saudades de mim.
domingo, fevereiro 12, 2012
Também se escrevem poemas de dia.
Também se escrevem poemas de dia, porque basta-nos o coração aceso.
Aprendo que são as pessoas que mexem comigo, que viram a minha alma do avesso.
Na tarde de dia 11 de Fevereiro de 2012, no Terreiro do Paço, passo a passo, caminharam os corações acesos de Portugal. Deixaram tudo para trás: terra, casa, quadros, retratos, passado, presente e até futuro.
Foi no Terreiro que estanquei a minha existência. Foi no Terreiro que dei a volta a Portugal em lacónicos segundos, mas por um preço nimiamente injusto.
Lado a lado, nós os poetas da vida, entoámos o murmúrio das águas correntes cuja força inabalável, arde como uma tempestade de aguardente- aguardente que arde, que manifesta a sua essência sem temor.
Nós os poetas da vida, somos uns pobres, somos uns tolos e a nossa esmola é a luz de um Sol, maior, que nutre as veias da nossa paixão: Portugal.
Aprendo que são as pessoas que mexem comigo, que viram a minha alma do avesso.
Na tarde de dia 11 de Fevereiro de 2012, no Terreiro do Paço, passo a passo, caminharam os corações acesos de Portugal. Deixaram tudo para trás: terra, casa, quadros, retratos, passado, presente e até futuro.
Foi no Terreiro que estanquei a minha existência. Foi no Terreiro que dei a volta a Portugal em lacónicos segundos, mas por um preço nimiamente injusto.
Lado a lado, nós os poetas da vida, entoámos o murmúrio das águas correntes cuja força inabalável, arde como uma tempestade de aguardente- aguardente que arde, que manifesta a sua essência sem temor.
Nós os poetas da vida, somos uns pobres, somos uns tolos e a nossa esmola é a luz de um Sol, maior, que nutre as veias da nossa paixão: Portugal.
sexta-feira, fevereiro 03, 2012
quinta-feira, fevereiro 02, 2012
N'Aquele em quem não acreditas
Hoje foi um dia difícil. Acho que cresci mais um centímetro. Despeguei-me quase do chão. Amadureci com os olhos postos em Deus. Sim, em Deus- N'Aquele em quem não acreditas.
quarta-feira, fevereiro 01, 2012
Renting hearts & the fragile bridge.
Há quem aluga o coração como quem aluga uma casa de férias- à temporada.
(A continuação do texto segue em breve...atendendo a que o trabalho obriga. A inspiração submissa à obrigação. :)
(A continuação do texto segue em breve...atendendo a que o trabalho obriga. A inspiração submissa à obrigação. :)
segunda-feira, janeiro 30, 2012
Negra
Sabem do que é que eu tenho mais saudades? De uma lareira, à moda antiga. Negra de tanto arder, de tanto nela ver.
quarta-feira, janeiro 25, 2012
segunda-feira, janeiro 23, 2012
Arder no abraço
Elevo a vela da escrita na unicidade que sustenta o meu espírito ao mais alto nível da terra- acima de tudo, de todos, e até de mim.
É por ti que o faço. Para que na profundidade que nos invade, eu possa pegar-te pelo braço, deixar-te arder no abraço, enquanto não te apagas, como é de praxe.
É por ti que o faço. Para que na profundidade que nos invade, eu possa pegar-te pelo braço, deixar-te arder no abraço, enquanto não te apagas, como é de praxe.
quinta-feira, janeiro 19, 2012
Em avesso
Para a S.
Olhando para o momento presente, uma nódoa esbate-se no quadro da vida. Mas vamos virar o quadro. Vamos pegar nessa tábua envelhecida, embotada. Vamos com o brilho dos nossos olhos, deslizar em avesso na tela que nos anseia.
Olhando para o momento presente, uma nódoa esbate-se no quadro da vida. Mas vamos virar o quadro. Vamos pegar nessa tábua envelhecida, embotada. Vamos com o brilho dos nossos olhos, deslizar em avesso na tela que nos anseia.
domingo, janeiro 15, 2012
O vestido do nosso corpo
as linhas que tecem o nosso corpo para que não caia ao chão, são frágeis
demais
os teus lábios esmagam o sopro do nosso beijo
pois no céu da tua boca, escondes-te de mim
demais
os teus lábios esmagam o sopro do nosso beijo
pois no céu da tua boca, escondes-te de mim
O amor é térreo.
Quando há tempos, escrevi "o amor é uma couve", com isto quis dizer-vos que o amor é uma raíz. Cresce numa vertiginosa imperfeição. Poucos, nela, encontram a rara beleza de uma força maior que brota do chão. O amor é térreo.
sexta-feira, janeiro 13, 2012
Decadente
Recordo muito bem a noite do nosso concerto em Portimão. 2011, gélido, precoce.Decadente como se quer. Como se um estalo nas nossas caras fosse o selo da nossa viagem sem fim. O estalo de um carimbo esmagando-se abruptamente nos nossos passaportes sem pátria. O artista não tem pátria pois ao mundo, pertence. Não é de si. Não é de ninguém. Escravo do talento, essa cicatriz que lhe cabe abrir em qualquer momento. Momento de rir, momento de partir.
quinta-feira, janeiro 12, 2012
terça-feira, janeiro 03, 2012
Estrela
Não perdendo a esperança no futuro, acredito que devemos ter a humildade de aceitar a ausência de um futuro no presente. A humildade é uma arma poderosa de sobrevivência, de sapiência. Não pretendo adiar o inadiável. Escolho viver no inadiável, para saber-me, para sentir-me, para sentir cada gota de sangue passível de verter. A capacidade de aceitação cristaliza a nossa existência na verdade.
Para bem viver, ousemos nadar em terra, trepando de estrela em estrela.
Para bem viver, ousemos nadar em terra, trepando de estrela em estrela.
quarta-feira, dezembro 28, 2011
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