sexta-feira, dezembro 16, 2011

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Tens o sangue em astuta fervura.

O interruptor de sonhos

quinta-feira, dezembro 15, 2011

O silêncio sentou-se à mesa.

Lembro aquele meio segundo: os teus olhos postos nos meus, embarcando na história. Perguntámos uma à outra sem nada falar: achas que as bocas moldarão os nossos nomes? O silêncio sentou-se à mesa.

quarta-feira, dezembro 14, 2011

Devo

Devo tanto, a ti, a ti, a ti e a Ti. Vês o que outros não vêem. Porque razão te dou esse poder? De veres o que sou, para que sou? Sabes tudo acerca de mim, mesmo o que está para vir. Ainda mesmo antes de eu alguma vez pensar ser capaz de ser-me.
Quero tanto mas tanto escrever-te uma canção, mas só por desgosto, sabe derreter, o meu plástico coração.

terça-feira, dezembro 13, 2011

Matematicamente, o valor da vida.

Por vezes, dou por mim a dizer: " a senhora de 80 e tal anos", como se a idade já não contasse, como se a pessoa pertencesse a uma categoria sem definição, sem contorno: uma sombra, opaca, sem brilho de contar- contar matematicamente o valor da vida.

segunda-feira, dezembro 12, 2011

Refém

É um abismo que se coloca à minha frente, e perante o qual só uma imagem abre-se no meu olhar: saltar, para além do mesmo.

sábado, dezembro 10, 2011

Ela é pequenina
É linda
Diz-me que não como um cão.
Fala silêncio.

quarta-feira, dezembro 07, 2011

Apaga as quentes esquinas do teu corpo.

terça-feira, dezembro 06, 2011


Acordei a meio de um sonho: eram flores maiores do que eu. De todas as cores.
Rodopiavam como piões, às centenas.
Eu não tinha percebido ou não quis perceber. Desculpa.

segunda-feira, dezembro 05, 2011

Sou de outro mundo,
Uma luz na tua escuridão.
Oiço cada gota, como uma explosão
Do alto do chuveiro até se perder no chão.

domingo, dezembro 04, 2011

Nunca, a humanidade fez sentido. O seu sentido é a falta de sentido.

Descomplicar

Discurso normalizado: preferia hoje que não me tivesses contado. Há coisas que não deveríamos saber: assim como Deus, que nem tudo conta para que possamos existir existindo.
Existo na simplicidade de descomplicar.
Quando olhamos para alguém, temos de olhar bem. De olhos fechados.

sábado, dezembro 03, 2011

O chão

O chão parte-se na esperança que nele, eu me desfaça, para tudo esquecer.
Sabendo que moro na tua cabeça, haverá pior destino que o teu?

sexta-feira, dezembro 02, 2011

Shift. Shift.

Control Alt Del, me.

terça-feira, novembro 29, 2011

Embrulho versos

Na tua boca, embrulho versos
Nas tuas mãos, desvendo acesas
As veias, sôfregas que tecem o meu corpo
Sopra-nos.

Na tua carne

Podes gritar, que não te oiço
Podes acelerar, que o meu tempo parou
Podes deitar, que eu ouso
Ouso esmagar-me na tua carne