terça-feira, dezembro 06, 2011


Acordei a meio de um sonho: eram flores maiores do que eu. De todas as cores.
Rodopiavam como piões, às centenas.
Eu não tinha percebido ou não quis perceber. Desculpa.

segunda-feira, dezembro 05, 2011

Sou de outro mundo,
Uma luz na tua escuridão.
Oiço cada gota, como uma explosão
Do alto do chuveiro até se perder no chão.

domingo, dezembro 04, 2011

Nunca, a humanidade fez sentido. O seu sentido é a falta de sentido.

Descomplicar

Discurso normalizado: preferia hoje que não me tivesses contado. Há coisas que não deveríamos saber: assim como Deus, que nem tudo conta para que possamos existir existindo.
Existo na simplicidade de descomplicar.
Quando olhamos para alguém, temos de olhar bem. De olhos fechados.

sábado, dezembro 03, 2011

O chão

O chão parte-se na esperança que nele, eu me desfaça, para tudo esquecer.
Sabendo que moro na tua cabeça, haverá pior destino que o teu?

sexta-feira, dezembro 02, 2011

Shift. Shift.

Control Alt Del, me.

terça-feira, novembro 29, 2011

Embrulho versos

Na tua boca, embrulho versos
Nas tuas mãos, desvendo acesas
As veias, sôfregas que tecem o meu corpo
Sopra-nos.

Na tua carne

Podes gritar, que não te oiço
Podes acelerar, que o meu tempo parou
Podes deitar, que eu ouso
Ouso esmagar-me na tua carne

segunda-feira, outubro 10, 2011



Picture of an empty heart.

sábado, agosto 06, 2011



“He who gains a victory over other men is strong; but he who gains a victory over himself is all powerful.”
Lao Tzu

sexta-feira, julho 29, 2011

Soul Corrosion



Cape Espichel, Portugal...Cliffs of inspiration

quarta-feira, julho 27, 2011

Pela berma da estrada dos peixes



Foi, de manhã.
Na caminhada de 2 a 3 kilómetros pela berma da estrada dos peixes, passou por mim, claudicando. Frágil no olhar, submergiu. O mar teimou cuspi-la, como se não fosse aquele o seu lugar. Olhou para mim, de bojo explodindo para o ar.
Olhou para mim: queria mas não querendo.
Toquei-a, trajada de seda animal, e fervi ao sentir esta fragilidade que nos separa. O homem e o animal. Dois mundos. Duas perspectivas, dois olhares sobre o mesmo mundo. O nosso.
Queria agarrá-la e fugir daquele lugar apenas com ela, esta criatura de olho posto na minha mão. O olho afiado de quem teme tudo. Temia-me. Tentei puxá-la e ela pôs-se a olhar agnosticamente. Mas deixou. Deixou-se. deixou-se puxar.
Hoje salvei uma gaivota.

sexta-feira, junho 10, 2011

Ser-se



Foto sem photoshops, nem merdas.

Assumo a minha fraqueza.Aceito-a e perdoo-me. Nem sempre tomei as opções certas, correctas. Nem sempre agi da melhor forma. Fui em muitas vezes da minha vida, egoísta e magoeei algumas pessoas. Arrependo –me profundamente e pedi perdão.
Não são remorsos. É arrependimento, que implica uma mudança de atitude. Posso dizer que não fui feliz mas tive muitos momentos de felicidade e é neles que acredito. Esta foto, é a ela que me quero prender hoje. Fui muito feliz neste preciso instante em que a máquina disparou o momento. O amor é isto: é dar. É dar-se. É fraquejar. É ser-se. É aceitar-se. É olhar para dentro para nos desafiarmo-nos e avançar.

segunda-feira, maio 30, 2011

forte-fraca

Apanho queijo do chão, e já não me importo muito mais com nada. O vestido comprado para a nova sessão de fotos, é o mais barato e simples da história dos Cinemuerte. 9 euros. 9 verdes euros. Devia ter sido sempre assim. A beleza interior, a fibra interior tem de valer por si. Até a fraqueza interior que visto, não deve compactuar com a podridão do Vanity Show que nos massacra e escraviza. É aquilo a que chamo gente forte-fraca. Porque as pessoas teimam em esconder a sua fraqueza? " Na nossa cultura, as impressões externas tornaram-se mais importantes do que o nosso verdadeiro eu"- Tommy Hellsten.
Quem tem identidade, não procura expor-se, porque confia no que tem. Não requer reconhecimento.
Há quem só descanse quando tiver convencido toda a gente de que é forte.
Somos fortes quando reconhecemos a nossa fraqueza.
"A Humildade é a força que não nega a fraqueza"-Tommy Hellsten

domingo, maio 15, 2011

Porto' Ginja

Hum...cansada..motivada...pensante.
Porto. Ribeira pela noite, bem antes do concerto que esperava ansiosamente. Passeios sombrios, luzes cintilando na esfera do rio. A ponte arqueia enquanto delicio uma ginja apedrejada. Arqueia e revejo.
Sinto uma felicidade ímpar com o Porto no olhar. Obrigada Porto pelo Momento.
Sem foto...está tudo cá dentro calmo, sereno).

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Perder

Se bem me lembro, algures, por aí, me perdi.
Mas para me perder, teria de perder algo, palpável.