quinta-feira, março 08, 2007

Retrato



Sophia by André Gonçalves 2007 Feb 08

quarta-feira, março 07, 2007

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segunda-feira, março 05, 2007

Rascunho

http://www.rascunho.net/artigo.asp?id=1422

O nosso especial agradecimento ao encontro fortuito na Fnac de Santa Catarina com Pedro José Barros do Rascunho, que nos entrevistou no dia seguinte @ Norte Shopping.

Whisky on The Rocks


Sílvia (Sarcastic) & Me....= Whisky com Gelo:)

Fnac Algarve by Filipe 2007 March 3rd

She's the whisky , i'm the ice:)


http://sarcasticmemories.blogspot.com/

Lunar Eclipse @ Querença





A vida tem sido sempre muito estranha....passei ontem por esferas de luz que parecem não me terem largado pelo caminho de regresso a Lisboa. Recordo tantas caras: caras de luz ténue, caras de espírito bravo.
Mas é sem dúvida, o eclipse lunar que mais me assombrou na noite, minha amante cobrindo-me num terreno perdido em Querença. No meio do nada, ergue-se no suspiro de um caminho vagabundo, o mítico antro Satori.
Impera a vontade de vos contar um pouco mais acerca deste espaço surreal. O Satori em tempos serviu de esconderijo a um serial killer português que acabou por matar, naquele lugar, seis polícias. Não adianto nomes para não ferir nem alimentar mais a ferida. Este senhor, com pena já cumprida costuma deslocar-se ao Satori 6(66) vestindo o traje de homem comum, vertendo líquidos etílicos para o fundo mais profundo da sua alma. Talvez para que o profundo arda sem se ver.
Apenas acrescento que ao pisar o chão incerto do Satori, sente-se um leve despego da pele sobre a carne. Num dos quartos, alucinei. É comum alucinar, e alucino sempre com animais. No Satori, salta-me do ar por duas distintas vezes um felídeo malhado. Nestes instantes de transe, apenas vos digo, que me habituei a não procurar entendimento. Somos nesta vida, amputados de capacidades extra-sensoriais para bem da humanidade. Nada é ao acaso.
Estranhamente, fiz a viagem no banco traseiro da Raging Van, sempre com a Lua espetada no quadro da estrada, minha parceira de crime. Luzia, adormecida, amando cada pestenejar do meu olhar. Olhava para ela, fechada em segredos. Somos cúmplices: guardamos tesouros que nos querem roubar. Continuamos a brilhar na plenitude de um universo por explicar. Shining through Darkness:)

domingo, março 04, 2007

The Scream By Edvard Munch 1893

http://www.edvard-munch.com/
























The Scream By BKD @ Satori 666 2007/03/03

http://www.myspace.com/bkdiab

sexta-feira, março 02, 2007

Birth



Arde, arde! Queima tudo. Queima-me que é para sentir que estou aqui, que pertenço a este mundo, porque a minha cabeça essa já rolou...rolou para muito longe.

Advinhem quem faz um ano...
Faz hoje 1 ano: parimos das entranhas do Coliseu para o mundo.

Satori 666

A Magda mandou-me este cartaz. Este cartaz promete...



Join us:)

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

"Je taille dans la viande"






Sire Cédric: vocalista do grupo Grimoria, escritor francês do fantástico. É no fantástico que acabámos por nos cruzar, cortando a carne. Há quem diga que em 1974, uma noite de Outono terá parido um anjo caído.

"Je taille dans la viande":)

"Je nourris une passion pour le côté exalté de la psyché humaine, les feux d'artifices qui consument notre cœur de l'intérieur, tout ce qui se déploie en hurlant dans nos rêves. Toute cette matière faite de ténèbres multicolores, de désirs et de tourbillons. Cela me semble la meilleure manière de peindre nos pulsions et nos rêves. Dans la toute première nouvelle du recueil, par exemple, une jeune fille est capable de voir la colère sortir, physiquement, de sa sœur : elle la perçoit comme des tentacules fuligineux et avides, jaillissants des pores de son corps, telle fleur de goudron. Il y a, dans ce genre d'images, une étrange beauté qui me fascine - ou, disons-le, qui m'obsède.. "

http://www.myspace.com/sirecedric

http://fr.wikipedia.org/wiki/Sire_C%C3%A9dric

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

The Twins



The Twins (2006) By Chad Michael Ward

In the Summertime

Slash, Idol...
Video by Chad Michael Ward



http://www.digitalapocalypse.com/

Gotta Share

Cinemuerte by Inês @ Fnac Norte Shopping 2007 20 Feb

Tks Inês e um obrigado especial ao Carlos666.

Já agora aproveito para pedir o vídeo a quem esteve a filmar na Fnac de Santa Catarina. Eu vi-te filmar...Man! Gotta share!

domingo, fevereiro 25, 2007

The Abstract Queen

There is a new post..there is a new host in me: quando me despeço e vos digo que espero ver-vos muito em breve, não me refiro nem a este tempo, nem a este espaço...too limited:) não aguentaria viver nesta bola de sabão.
Venho a pensar no filme que vi esta tarde...The Last King of Scotland: trata do ódio e trata de sexo, subtilmente...pensei e pensei. E penso: o sexo abre, fecha portas...o sexo é a concretização do poder. Disse-vos que falaria um dia de sexo. Pensaram que talvez abordaria o tema noutra perspectiva. Certamente. O sexo é a materialização do poder, do domínio. No contexto que trato neste momento, esqueçam a palavra Amor. Esqueçam-na por uns instantes, se é que, alguns de nós, já não a perderam pelo caminho. O sexo cria ligações. O sexo é viciante e permite iludir. É perfeito ilusionista. Traz luz, reforça o ego, anestesiante. Sex is Sex. Nothing more to tell. It's not talkable...easily practicable not as Love is. O sexo faz-te esquecer tudo, tudo o que és, o que foste, o que serás. É dos mais perigosos barbitúricos, por que é saudável, mas pode levar-te ao fim...ao fim da matéria, ao fim da tua espiritualidade, da tua superioridade, transmutar-te num ser espiritualmente e materialmente inferior, animalesco desprovido de poesia. Poesia. Seres poéticos: bem raros. Ah! Aqui nasce o Amor. A Poesia de seres errantes num mundo mal tratante. Me...sou um verso poético: a "Rainha do Abstracto" nas palavras de J. There is a King of Scotland and there is "The Abstract Queen"

For 300.000 lives:
http://www.foxsearchlight.com/lastkingofscotland/

Angel

Há comments que merecem o papel principal...

Foi com um 'Espero ver.vos muito brevemente..' que se despediram.. O que me levou a pensar 'Já que vim a Sta Catarina as 18hrs será que ela tambem quer que me desloque a um shopping as 22hrs?'.

Pensei seriamente mas o meu pai não fez questao de me levar.
Á saida enquanto arrumavam as coisas passei pela zona dos ditos cujos cds 'Born from Ashes', espreitei de perfil e questionei.me mentalmente '15 euros e não sei quê, terá os lyrics para acompanhar a voz que até o tom nao difere muito do meu?'..
De qualquer das maneiras não tinha dinheiro suficiente e a dor no meu joelho ja me incomodava bastante com a agravancia de estar a chover e ainda precisar de arranjar maneira de ir para casa.

Depois em casa fui pesquisando mais sobre que pensamentos andaram dentro das próprias 'Ashes' da 'euforicamente doce' Sophia.

Boa alma,
Maravilhosas inspiraçoes musicais,
Cativantes palavras,
E curioso misterio que rodeia a tua Unicamente Unica e Bela 'Ash'.

Beijinho e quem sabe um dia não trocaremos palavras, e contruamos algo poeticamente simples mas inspirador, quando não ha mais nada para fazer com a Noite Radiante.

Angel**

Posted by Olga | 5:47 PM

sábado, fevereiro 24, 2007

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Norte Crú

Uma viagem é uma alucinação passível de descrições poéticas ou cruas.
Norte crú...
O Norte crú são kilómetros de estrada a pensar, pensar, disparar, disparatar, desbaratar....são as malas, a expectativa do quarto onde está prometida a paz. Pensão Cristal...lol...os conceitos são curiosamente tão distintos: pode uma pensão prometer algum cristal? Foi num quarto triangular, sem dúvida cristalino nas almas que nele se afogaram, que éramos três. Outros 2 noutro e outro noutro..."Outros noutros" curiosa a expressão..Homem de leste na recepção de sorriso intenso em hora de deitar.
Homens a deitar: já me vem o hábito à memória. São de fácil trato em estrada, porque o cansaço os assombra por volta da 1 da manhã. Calam-se as caras por debaixo dos cobertores. Cedinho pela manhã, são curiosamente eles que me acordam e me obrigam a despertar os músculos, tendões, nervos e toda a panóplia de líquidos humanos que se afundaram, há muito, no calor de estranhos e achatados lençóis. Claro depois, disputam-se as horas de duches e afins:) afins a quanto obrigam! Todos querem sagrar a casa de banho. Somos de carne e osso, somos animais do mundo: comemos e despejamos.
Na manhã de 20, avistei no estreito corredor da pensão cristalina o Senhor Grego. O Senhor Grego imiscui-se na minha vida. Na minha singular vida, pôs-se ao meu lado, e colocou a sua chávena perto da minha. É grego sim. Disse-me que adorava Portugal. Seguia para o Minho, mas que em breve voltaria para a sua ilha, que era sua. Sua, a ilha! Tinha um perfil freudiano: barba branca, verticalmente demorada. Pareceu-me Deus. Seria Deus?

Norte Poético

O Norte. Um norte generosamente frio fez-se à vida - em mim. O Carnaval passou-me ao lado, assim como uma tromba de água na sarjeta atirada pelo "homem do lixo". O regresso, um parto difícil...um desdobramento da alma. Um acordar com os olhos postos no alcatrão que, kilómetros a fio, a frio, nos perseguiu malvadamente pela noite dentro. Pela noite dentro, nos fomos enlouquecendo em verbos fedorentos, a acusar o cansaço. As murtalhas, os filtros sebosos e pedantes, as unhas fendidas e escurecidas, suadas de horas a fio, a frio. No alcatrão, pintei-lhe o desejo de um lençol de pernas quentes à vista, de um meloso camembert à minha espera, no frio do meu frigorífico. No alcatrão, pintei-lhe a minha humilde almofada de algodão, que dia após dia teima amar a minha paz. Talvez tenha regressado. Talvez tenha regressado ao mundo dos vivos. Talvez...não sei.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007




http://www.myspace.com/hardsoundrocks

Para ouvir a entrevista on line no dia 26 de Fevereiro - Próxima Segunda Feira:

http://www.hardsound.web.pt/

A Punch of Life



Cinemuerte @Fnac Gaia Shopping Inês, Alex & Me 2007 Feb 19th

domingo, fevereiro 18, 2007

Sequóia


Sexta e Sábado foram alguns dos dias mais bem passados deste ano que ainda acordou há um par de meses. Nem tanto. Um par de dias, com sorrisos estampados ao ouvido, um par de dias com faces lindas a deslumbrarem-me no apiadeiro da minha alma. Neste par de dias, descobri que a minha espiritualidade não tem rosto. É universal.
Tenho muita fé, consciente de que a fé é como o Amor: cega. Cega e surda. Não duvidei que o conquistasses, nem por um segundo, se é que o tempo existe. Porque para mim, tu não existes no tempo. Porque para mim, nem há espaço onde caibas. És gigante. Somos gigantes. Temos braços do tamanho da sequóia de 112,6 metros de amor ao Homem. A Natureza na sua mais nobre demonstração de firmeza, tenacidade. Devíamos meditar. Deitar os olhos, entregar-nos. Ceder para a sonhar. Mas nem sempre a resina que nos corre na pele nos deixa ver, nos deixa viver, nos deixa dizer.

Amanhã, caminho para norte, talvez enregele e parta o vidro dos meus olhos.