Roménia. Embaixada da Roménia. Estive na Embaixada em duas ocasiões especiais. A primeira a convite da Stella. Espero que ela me encontre um dia. Anseio por esse dia, porque a Stella era uma miúda muito especial. Uns olhos abismais de se quebrar a direito num azul de uma pureza também ela especial. Guardo ainda uns versos da Stella. Éramos muito close. Ela pouco expressava o português. Falávamos meio francês, meio inglês. Umas pátrias-mix.
Entrada segunda - sem convite: o filho do embaixador, dos seus perto de 4 anos de idade, abre-me o portão eléctrico da embaixada, em resposta ao motor em falha. Vivíamos tempos analógicos. Precisava de um telefone. Carro low-batery. Um golf negro com uma tiras douradas a rasgar sorrisos nos anos 80, especialmente o sorriso do puto' Embaixador. Recordo-me de pisar pátria alheia. Recordo-me do segurança a rasgar medo pelo piso. "Vistú? Vistú (Visto)! Ã senhora no põde entarar sem vistú. Este é espaciú roméne". O puto lá se foi triste, abraçado à bola como se abraçasse o mundo. Talvez o abraçara. A mim, abraçou-se. O puto'embaixador!
segunda-feira, julho 09, 2007
sábado, julho 07, 2007
[Prithpal Rajput]

Escrevem-me: "Asian Dub Foundation, mais logo?" Declino. Mas aceito, pouco depois.
E dou por mim, de botas empoeiradas, de costas para o mar e a noite ao luar, de caras com o Cyber [Prithpal Rajput]. Belos olhos. Os olhos dizem-nos o mundo.
Falámos de espiritualidade. "Fashion thing", he says. People was talking about tripping to India to reach spirituality in its purety.
"Bullshit", I said. Spirituality we have it- if we have it(!)- in our hearts. That's where we can make life rebornt. Cyber's eyes wide opened : we started to talk about life. Simple life, common days for unusual people, star people.
Aparece-me o Makoto (If Lucy fell) e dou por mim perante "um nunca antes visto": um excelente entertainer a desempenhar uma excelente técnica de som para uns putos que se atreveram a pisar o palco da Musa de Carcavelos.
Bye Cyber.
Enquanto os Asian Dub Foundation andavam à turra. A Fashion thing. E a Polícia à solta.
A entrada de Cyber para os Asian Dub F tem a sua piada. Deriva da troca de malas num aeroporto num vôo de regresso à ìndia:)
sexta-feira, julho 06, 2007
Pseudo-miúdas
Vou ao poço e já volto. Em busca de água fértil - ideias para os tempos que se avizinham difíceis para uma pseudo-miúda em busca de tudo, igual a nada.
Gostava de vos escrever no presente. Até já.
Gostava de vos escrever no presente. Até já.
quarta-feira, julho 04, 2007
terça-feira, julho 03, 2007
Daemonivm
Nem sei bem o que vos diga. Temos tido esta corrente humana a injectar-nos do seu sangue. "Without You, I am nothing"...Placebo's impacts.

http://abcdemonium.blogspot.com/

http://abcdemonium.blogspot.com/
domingo, julho 01, 2007
Live Free or Die Hard


A saga continua: o meu disco rígido continua a ser o ente mais querido da curiosidade alheia. Acreditem que podem aceder a tudo. Quem não deve, não teme. Tenho realmente muita matéria interessante, aparentemente. Porque a matéria mais valiosa repousa neste espírito que vos lê todo o santo dia quando me poêm a vista em cima:) A essa, nunca poderão aceder sem o meu consentimento.
Curiosamente, e no seguimento da temática da invasão de privacidade pelo acesso a computadores privados, visionei recentemente um filme que adorei. Live Free or Die Hard Como já referi, adoro filmes de puro entretenimento. E desculpem se vos choca, mas adoro cenas de porrada (embora sofra como se a levasse), de carros a voar, helicópteros a esvoaçar, Bruce Willis e afins a sangrar e a esboçar aquele sorriso tão próprio.
O Bruce recorda-me sempre o meu pai. Fisicamente e na loucura. O meu pai pertence ao protótipo Bruce Willis em Die Hard. O que às vezes torna a vida um pouco mais agitada do que a vida de um comum mortal. Tem muita piada. É assustador. Mas tem muita piada e faz dele um ser inolvidável. Muito ausente, mas sempre presente pela expressão de carácter que marca ao passar nas nossas vidas.
Voltando ao filme. Excelente. Aconselho a todos os amantes do género. O filme tem cenas brutais. E não se esqueçam. O cinema é para sonharmos. Não me venham com a tanga "mas aquilo na realidade, seria impossível...!".
Live free:)
http://www.livefreeordiehard.com/
Virtual Rock

"VR - Qual a maior barraca que aconteceu aos Cinemuerte?
SV - Está prevista, mas ainda não aconteceu."
In Virtual Rock, Cinemuerte - "Famous Last Word" - entrevista disponível na edição do próximo mês ou on-line em:
http://dotcom-online.blogspot.com/
sábado, junho 30, 2007
A Duna ou o Navio?
Estava a ver que o deixava escapar. No way! Piratas das Caraíbas. Puro entretenimento...as i like it. Nem todo o cinema deve ser de difícil digestão. Embora até ache que este piratas têm muita "indirecta". É só prestarem atenção.
A magia do cinema tem esse add: o poder de, ao revermos uma película, apurarmos o nosso entendimento À medida que se a vê repetitivamente, num espaço curto de tempo, até parece que o nosso corpo cresce. Temos a sensação de crescer assim como crescemos quando fomos criança.
Recordo um filme. Sliding doors (1998), baseado em Blind Chance, filme polaco de Krzysztof Kieślowski (1981). Um filme aparentemente banal. Genial. Já visionei o filme uma boa dezena de vezes. Até mais. Por cada revista, cada ideia acrescida surge-me acerca da verdadeira intenção do argumentista. O visionamento sucessivo afia-nos o bisturi.
Este Sliding Doors tem a particularidade de expor dois possíveis desfechos de vida para a mesma pessoa. Esses desfechos irão variar consoante a acção humana e o factor sorte. Este filme ensinou-me muito acerca da fugaz vida, das fugazes oportunidades que nos abraçam num piscar de olhos.
Agora voltando aos piratas:
Exponho esta foto: um barco a navegar pelas dunas de um deserto....hum...é só puxar pelo pensamento. Dêem largas à vossa imaginação. Revejam-me nela. Ponho-me a pensar largamente assim como o horizonte: o que sou? a Duna, ou o Navio?

I love you Pirates! Depp's the greatest as always.
Live life. Some of us don't.
Fantástico site em:
http://disney.go.com/disneypictures/pirates/atworldsend/
A magia do cinema tem esse add: o poder de, ao revermos uma película, apurarmos o nosso entendimento À medida que se a vê repetitivamente, num espaço curto de tempo, até parece que o nosso corpo cresce. Temos a sensação de crescer assim como crescemos quando fomos criança.
Recordo um filme. Sliding doors (1998), baseado em Blind Chance, filme polaco de Krzysztof Kieślowski (1981). Um filme aparentemente banal. Genial. Já visionei o filme uma boa dezena de vezes. Até mais. Por cada revista, cada ideia acrescida surge-me acerca da verdadeira intenção do argumentista. O visionamento sucessivo afia-nos o bisturi.
Este Sliding Doors tem a particularidade de expor dois possíveis desfechos de vida para a mesma pessoa. Esses desfechos irão variar consoante a acção humana e o factor sorte. Este filme ensinou-me muito acerca da fugaz vida, das fugazes oportunidades que nos abraçam num piscar de olhos.
Agora voltando aos piratas:
Exponho esta foto: um barco a navegar pelas dunas de um deserto....hum...é só puxar pelo pensamento. Dêem largas à vossa imaginação. Revejam-me nela. Ponho-me a pensar largamente assim como o horizonte: o que sou? a Duna, ou o Navio?

I love you Pirates! Depp's the greatest as always.
Live life. Some of us don't.
Fantástico site em:
http://disney.go.com/disneypictures/pirates/atworldsend/
sexta-feira, junho 29, 2007
Quando o Inverno


Há alturas em que me sabe bem sofrer. Ainda sinto o sangue a fervilhar. Troquei Metallica por teatro. Não queiram saber os motivos subjacentes. Nada disso interessa agora. José Luís Peixoto é o autor do crime. O crime da minha noite. Idealizou "Quando o Inverno Chegar" para que a minha alma se despegasse esta noite. Um cenário apaixonante. Um nú integral. Um frio avassalador para que nos envolvéssemos. Uma Beatriz vidrada de paixão.
Parabéns aos actores Nuno Lopes, Beatriz Batarda, Gonçalo Waddington e Dinarte Branco, especialmente este último que me disparou na memória nuances do "nunca mais te esqueceremos" Mário Viegas, não sei se pela expressão.
Um soco no estômago. Mas que sabe a vida.
http://www.teatrosaoluiz.egeac.pt/DesktopDefault.aspx
terça-feira, junho 26, 2007
segunda-feira, junho 25, 2007
Para o que ia

Cinemuerte Opening Act for My Chemical Romance, 2007 June 24
Estava à espera de tudo e de nada. Abracei-me ao palco e deixei correr do meu sangue.
Em 13 anos de pseudo-carreira, confesso que este público foi uma revelação. Ok: pensei para mim "aí está algo de novo..algo que desconhecia". Julgava que estas manifestações, quando apresentadas em televisão, deviam-se muito em parte à manipulação de som e imagem em doses e colocações acertadas. Mas não. A histeria crua, nua e sentida, estava ali, deitada diante de mim...assim como um sol em sonhos a pôr-se no horizonte da vida. Digo-vos que foram muitos os momentos de um "só segundo", aqueles que a minha mente define como eternos. Aqueles que jamais se apagam da nossa memória. Aqueles, que de certo, irão crescer dentro de mim, para me acalentar em paz.
As caras, os braços a puxar pelo céu - uma cortina de emoções.
Recordo toda a crew dos MCR com muita estima. De uma dedicação ímpar. As esquinadas, o stress, a dúvida, a surpresa...
Por volta das 19h00, recordo-me de me ter apercebido para o que ia. Portas encerradas ao público travesso pela demora. Recordo-me da loucura generalizada disposta a tudo. Valia tudo.
Recordo-me de irmos a meio do concerto: apercebo-me da entrega sentida de um público puro, cuja idade ainda não permite caprichar. Sinto que aquela noite é a "minha" noite. A noite com a que mais me identifico. A noite de quem se entrega sem olhar para trás, ou até para os lados. A noite de quem talvez julgue, não ter nada a perder. Não há timbres para preconceitos. Não há ideias feitas. Tudo muito à medida do que sonhei.
Parto-me no tempo e no espaço, sobre o palco. Varro os pedaços, e varro-me para um dia nos reencontrarmos.
Nota final: não há cenário de vida perfeito: lamento ter partido um tripé dos Chemical Romance num daqueles ataques devotados que me definem e que à vista assemelham-me à Juliette Lewis conforme comentado hoje no nosso my space:)
"A vocalista é espectacular, parecia a Juliette Lewis saída do filme Strange Days!"
Adoro este comentário porque este filme está no meu top 5*
sexta-feira, junho 22, 2007
Opening Act for Chemical Romance
Cinemuerte chosen as Opening Act for My Chemical Romance 's sold out gig @ Coliseu dos Recreios June 24.
Playtime
"Vai dando notícias como se isso foi possível..lol"...escrevem-me isto...WTF? Até me considero bastante acessível!
Ok. De um pão alentejano, afogo-me, ao acordar, num cacau quente com pedra de açúcar mascavado. Dobro-me sobre a madeira do meu chão. E sinto. Sinto a firmeza das minhas pernas, Do meu corpo assente sobre elas. Dos meus braços desenhando-se para se perder pelas ruas que não tardam irão levar-me ao colo para um dia de sustento.
Ok. De um pão alentejano, afogo-me, ao acordar, num cacau quente com pedra de açúcar mascavado. Dobro-me sobre a madeira do meu chão. E sinto. Sinto a firmeza das minhas pernas, Do meu corpo assente sobre elas. Dos meus braços desenhando-se para se perder pelas ruas que não tardam irão levar-me ao colo para um dia de sustento.
quarta-feira, junho 20, 2007
Pão alentejano
Uma torrada em pão alentejano amantizada de manteiga primor com sal marinho (não perdoa). Um chá de menta pingado de uma colher de mel e uma casca de lima navegante. O Ritual nocturno da casa.
Um banho, e uma cama. E um "amanhã, é outro dia".*
Um banho, e uma cama. E um "amanhã, é outro dia".*
terça-feira, junho 19, 2007
Me(a)t
???!!!
"Who I'd like to meet:
I would like to meet actors: Pacino, De Niro, Trovolta, Nicholas Cage, Gary Oldman, Tobin Bell, Kate Beckinsale, Edward Norton, Roberto Benigni, Giancarlo Esposito, Morgan Freeman, Jamie Foxx, Denzel Washingtom, and Many other actors. For music, I would like to meet Aaron Lewis, Sully Erna, Lajon, Brian Warner/Marilyn Manson, Cristina Scabbia, Liv Kristine, Sofia Vieira from Cinemuerte, Amy Lee, Shirley Manson, Scott Weiland, David Draiman, Jonathan Davis, members of Massive Attack, Fallon Bowman from Amphibious Assault. Any Vampire that I may have came in contact with in my previous life during the Victorian and Renaissance periods. "
http://www.myspace.com/chittarista
"Who I'd like to meet:
I would like to meet actors: Pacino, De Niro, Trovolta, Nicholas Cage, Gary Oldman, Tobin Bell, Kate Beckinsale, Edward Norton, Roberto Benigni, Giancarlo Esposito, Morgan Freeman, Jamie Foxx, Denzel Washingtom, and Many other actors. For music, I would like to meet Aaron Lewis, Sully Erna, Lajon, Brian Warner/Marilyn Manson, Cristina Scabbia, Liv Kristine, Sofia Vieira from Cinemuerte, Amy Lee, Shirley Manson, Scott Weiland, David Draiman, Jonathan Davis, members of Massive Attack, Fallon Bowman from Amphibious Assault. Any Vampire that I may have came in contact with in my previous life during the Victorian and Renaissance periods. "
http://www.myspace.com/chittarista
Fenix, The Cat

Amada por uns, odiada por outros: as opiniões acerca da versão de "Entre dos Tierras" espantam-me sempre que as leio/oiço.
Surpreende-me a disparidade de opiniões. A disparidade agrada-me. Esta sensação de esquartejamento. Partam tudo, que eu gosto de ver.
Agradecemos a entrevista e review a "Born From Ashes" preparadas pela Fenix Webzine. Enquanto houver Voz, há Vida.
"Uma excelente surpresa e uma pedrada no charco do marasmo musical e cultural do qual padece Portugal actualmente." In post de 17 de Maio de 2007 Fenix Webzine.
http://fenixwebzine.blogspot.com/search/label/Rock
segunda-feira, junho 18, 2007
Vermelho Pecado
Somos adultos. Posso escrever?
Sexta. É de noite. Um convite de sexo entre amigos desperta-me no passado. Não aceito como nunca aceitaria. Não sou eu que queres. Fala-me do meu cheiro. Procuro. Mas não entendo. Quando não entendo, sou eu. Páro. Recuo.
Marquis de Sade
17 anos. Estamos em 1990 salvo erro. Um liceu opressivo. De uma disciplina ofuscante, sombria. Passei 11 anos nesse poço de cultura. Literatura vadia e variada, nomeadamente francesa na ordem do dia. Todos os dias. Para além das grades altivamente enraizadas na terra vermelha, marcaram-me: Baudelaire, Molière, Sartre, Yourcenar, Voltaire, Camus, Flaubert, Mallarmé, Beckett, Ionesco, Victor Hugo, Rimbaud (o meu favorito). Adorava Baudelaire e especialmente Rimbaud.
Embora Beckett nao fosse nacional, era também fascinante. Tinha a sensação que nos inebriávamo-nos do mesmo mundo. Vivia Beckett como cúmplice. Talvez me tivesse ajudado a superar a sensação de obscuridade que ali se vivia.
Imaginem um poço fundo. Muito fundo. Tão fundo, que a luz é mera miragem em ponto de agulha. Imaginem um poço forrado a livros dos séculos 13 a 20. Descansem as vossas pupilas e vejam-me. Revejam-me sentada agachada nesse espaço sombrio.
Lembro-me que a nota máxima que alcançei em literatura francesa foi um 15 dissertando Baudelaire com o afamado "Spleen de Paris". Adianto-vos que um 15 era O Acontecimento. Ainda guardo religiosamente a peça devassada a vermelho pela mão irosa de Mademoiselle Faure.
Entra em cena o Bicho: Mademoiselle Faure reencarna o nosso Marquis de Sade. Uma solitária, La débauche em pessoa, dos seus 30 e poucos anos dispostos a tudo. A TUDO.
Passa por cima da Instituição, altera-nos o programa estipulado para o ano e empreende a saga SADE. Marquis de Sade em 8 meses. A aplicar na prática. Envolve-se com os alunos em troca de notas e insultos. "Vodka? Whisky? Gin, Pedro?". Uns cedem. Outros, estampam-se na palavra "moral". Recordam-se-me os lábios carnudos pintados a vermelho pecado. Os peitos em queda sobre a mesa, a perna dobrada em jeito de puta. Recorda-me tudo. A nossa concordância. A nossa idade. A nossa ingenuidade, a sua valiosa aliada. É a matança de um Candide, ou l' Optimisme. Tudo vale. Tudo se conta. A Verdade e a Não Verdade. A Não Verdade, um novo conceito que adquiro como certa nesta vida. As litradas de Marquis de Sade. Um novo sangue. Passamos a dominar Marquis de Sade. Julgo ter sido essa a vontade do autor: que o dominássemos. As poucas pessoas que me conhecem ficam, de certo, chocadas com algumas das minhas manifestações em matéria de sexo, não práticas, descansem, mas teóricas:) É porque nao conhecem o percurso do ser. Sou sempre muito tolerante com todos. Porque sei que nada é por acaso. Nada. E eu nao sou por acaso. Sou porque fui.
Mando o amigo à fava. E, estampo-me em moral.
Sexta. É de noite. Um convite de sexo entre amigos desperta-me no passado. Não aceito como nunca aceitaria. Não sou eu que queres. Fala-me do meu cheiro. Procuro. Mas não entendo. Quando não entendo, sou eu. Páro. Recuo.
Marquis de Sade
17 anos. Estamos em 1990 salvo erro. Um liceu opressivo. De uma disciplina ofuscante, sombria. Passei 11 anos nesse poço de cultura. Literatura vadia e variada, nomeadamente francesa na ordem do dia. Todos os dias. Para além das grades altivamente enraizadas na terra vermelha, marcaram-me: Baudelaire, Molière, Sartre, Yourcenar, Voltaire, Camus, Flaubert, Mallarmé, Beckett, Ionesco, Victor Hugo, Rimbaud (o meu favorito). Adorava Baudelaire e especialmente Rimbaud.
Embora Beckett nao fosse nacional, era também fascinante. Tinha a sensação que nos inebriávamo-nos do mesmo mundo. Vivia Beckett como cúmplice. Talvez me tivesse ajudado a superar a sensação de obscuridade que ali se vivia.
Imaginem um poço fundo. Muito fundo. Tão fundo, que a luz é mera miragem em ponto de agulha. Imaginem um poço forrado a livros dos séculos 13 a 20. Descansem as vossas pupilas e vejam-me. Revejam-me sentada agachada nesse espaço sombrio.
Lembro-me que a nota máxima que alcançei em literatura francesa foi um 15 dissertando Baudelaire com o afamado "Spleen de Paris". Adianto-vos que um 15 era O Acontecimento. Ainda guardo religiosamente a peça devassada a vermelho pela mão irosa de Mademoiselle Faure.
Entra em cena o Bicho: Mademoiselle Faure reencarna o nosso Marquis de Sade. Uma solitária, La débauche em pessoa, dos seus 30 e poucos anos dispostos a tudo. A TUDO.
Passa por cima da Instituição, altera-nos o programa estipulado para o ano e empreende a saga SADE. Marquis de Sade em 8 meses. A aplicar na prática. Envolve-se com os alunos em troca de notas e insultos. "Vodka? Whisky? Gin, Pedro?". Uns cedem. Outros, estampam-se na palavra "moral". Recordam-se-me os lábios carnudos pintados a vermelho pecado. Os peitos em queda sobre a mesa, a perna dobrada em jeito de puta. Recorda-me tudo. A nossa concordância. A nossa idade. A nossa ingenuidade, a sua valiosa aliada. É a matança de um Candide, ou l' Optimisme. Tudo vale. Tudo se conta. A Verdade e a Não Verdade. A Não Verdade, um novo conceito que adquiro como certa nesta vida. As litradas de Marquis de Sade. Um novo sangue. Passamos a dominar Marquis de Sade. Julgo ter sido essa a vontade do autor: que o dominássemos. As poucas pessoas que me conhecem ficam, de certo, chocadas com algumas das minhas manifestações em matéria de sexo, não práticas, descansem, mas teóricas:) É porque nao conhecem o percurso do ser. Sou sempre muito tolerante com todos. Porque sei que nada é por acaso. Nada. E eu nao sou por acaso. Sou porque fui.
Mando o amigo à fava. E, estampo-me em moral.
Truly
Há fins de semana, que mais parecem início de semana. Fins de quê? São bombas de emoção.
Há fins de semana que não se esquecem. Marcados por emoções ao rubro.
Para todos, senti que era um virar de página e que os tocou tanto quanto me tocou.
Fever, foi inesquecível. O Fernando Matias foi quem mais me marcou porque me identifiquei logo com a "espécie". Já o referi: somos uma espécie rara. Pelas melhores e piores razões. Somos sangue da terra que treme para que todos oiçam o gemido da nossa dor, do nosso amor, que tanto se confundem sem deixar rastos para o vosso claro entendimento. Curiosamente, o fim de semana foi de reencontros em situações estranhas. Reencontrar a Rosário: uma estagiária que conhecera há cerca de 4 anos. Tinha-lhe perdido o rasto. Quando me viu, nem queria acreditar: somos amigas de um amigo comum há largos anos sem sabê-lo. E mais: não me imaginava como sou. A temática das aparências a vir ao de cima, como sempre.
O concerto de Fever foi um marco. Acompanho a banda há largos anos, e senti que o passo foi dianteiramente gigante. Mas claro, enquanto suspeita que sou, filha da Casa RP (Raging Planet), páro aqui, convidando-vos a vê-los quando oportuno.
Outro reencontro: Teatro Maria Matos para assistir a uma peça de teatro que me espigou a vista de emoção. Encontro na direcção de luzes do Maria Matos, o "Marinheiro", amigo de longa data da Team NUA. Nem queria acreditar. Recordo-me dele nos anos 90. Vivia a maior parte do tempo em submarinhos decadentes da Marinha portuguesa, no melhor que se podia arranjar naquela altura. Contava-nos histórias arrebatadoras, em parte sobre a insegurança do equipamento. Da água para a luz, é, de certo, um longo e sentido caminho. Virar costas ao mar.
Para arrematar, noite simplesmente gargalhuda perante a assistência de um Hard Rock Café ao som dos 69 degrees. Um homem dos seus 60 e tal anos numa dança estranha mas envolvendo-me de espanto. Nunca vira tal ....tal ritual. Pareceu-me um ritual. O Ritual de um homem que se presta a entrar na terceira idade. Que nega a decadência, apostando numa postura só por si decadente mas nobre. Um misto de excessiva segurança, tolice genuína e de "Who cares"! Ou seja: a truly Rock'n Roll Man! Por uma noite claro.
Há fins de semana que não se esquecem. Marcados por emoções ao rubro.
Para todos, senti que era um virar de página e que os tocou tanto quanto me tocou.
Fever, foi inesquecível. O Fernando Matias foi quem mais me marcou porque me identifiquei logo com a "espécie". Já o referi: somos uma espécie rara. Pelas melhores e piores razões. Somos sangue da terra que treme para que todos oiçam o gemido da nossa dor, do nosso amor, que tanto se confundem sem deixar rastos para o vosso claro entendimento. Curiosamente, o fim de semana foi de reencontros em situações estranhas. Reencontrar a Rosário: uma estagiária que conhecera há cerca de 4 anos. Tinha-lhe perdido o rasto. Quando me viu, nem queria acreditar: somos amigas de um amigo comum há largos anos sem sabê-lo. E mais: não me imaginava como sou. A temática das aparências a vir ao de cima, como sempre.
O concerto de Fever foi um marco. Acompanho a banda há largos anos, e senti que o passo foi dianteiramente gigante. Mas claro, enquanto suspeita que sou, filha da Casa RP (Raging Planet), páro aqui, convidando-vos a vê-los quando oportuno.
Outro reencontro: Teatro Maria Matos para assistir a uma peça de teatro que me espigou a vista de emoção. Encontro na direcção de luzes do Maria Matos, o "Marinheiro", amigo de longa data da Team NUA. Nem queria acreditar. Recordo-me dele nos anos 90. Vivia a maior parte do tempo em submarinhos decadentes da Marinha portuguesa, no melhor que se podia arranjar naquela altura. Contava-nos histórias arrebatadoras, em parte sobre a insegurança do equipamento. Da água para a luz, é, de certo, um longo e sentido caminho. Virar costas ao mar.
Para arrematar, noite simplesmente gargalhuda perante a assistência de um Hard Rock Café ao som dos 69 degrees. Um homem dos seus 60 e tal anos numa dança estranha mas envolvendo-me de espanto. Nunca vira tal ....tal ritual. Pareceu-me um ritual. O Ritual de um homem que se presta a entrar na terceira idade. Que nega a decadência, apostando numa postura só por si decadente mas nobre. Um misto de excessiva segurança, tolice genuína e de "Who cares"! Ou seja: a truly Rock'n Roll Man! Por uma noite claro.
sexta-feira, junho 15, 2007
Spiderwoman
"Um homem faz de homem-aranha e quando não faz de homem-aranha tem de pagar as contas;...
Uma peça pelos alunos finalistas da Escola Superior de Teatro e Cinema - Oficina de Criação." In Expresso Cartaz
Hum... este Homem-aranha part-timesco soa-me mesmo bem. Soa-me a mim...sim: quando não faço de Mulher-aranha, pago contas, entro frequentemente em falência técnica, mas ok...é uma alegria. Bora conhecer estas 8 mulheres e essa promissora réplica de mim!
EXERCÍCIOS DO FUTURO
Sala Principal do Teatro Municipal Maria Matos em Lisboa.
8 Mulheres e 1 Homem-aranha |13 a 17 de Junho|de 4ªf a Sábado às 21h30, Domingo às 17h
Entrada Gratuita
Reservas pelo 218 438 801
http://www.teatromariamatos.egeac.pt/DesktopDefault.aspx
Uma peça pelos alunos finalistas da Escola Superior de Teatro e Cinema - Oficina de Criação." In Expresso Cartaz
Hum... este Homem-aranha part-timesco soa-me mesmo bem. Soa-me a mim...sim: quando não faço de Mulher-aranha, pago contas, entro frequentemente em falência técnica, mas ok...é uma alegria. Bora conhecer estas 8 mulheres e essa promissora réplica de mim!
EXERCÍCIOS DO FUTURO
Sala Principal do Teatro Municipal Maria Matos em Lisboa.
8 Mulheres e 1 Homem-aranha |13 a 17 de Junho|de 4ªf a Sábado às 21h30, Domingo às 17h
Entrada Gratuita
Reservas pelo 218 438 801
http://www.teatromariamatos.egeac.pt/DesktopDefault.aspx
quinta-feira, junho 14, 2007
Portões de Dó
Praz-me sempre quando alguém me recorda dos tempos dos NUA. Curioso: hoje apercebo-me que criou as suas raízes e que não tende a desaparecer. Entrando no WC de um restaurante sito no Restelo, em curso de festa de anos. Cumprimento e ela diz-me: "eras dos NUA. E cheguei a ver-vos ao vivo". NUA: uma história de vida. Uma escola de vida. As horas passadas nos corredores de um conservatório calado pela madrugada solteira. Éramos novos. Fugíamos de tudo. Nos primeiros anos, fugíamos do "Beethoven" vulgo fantasma do Conservatório Nacional de Lisboa, que habitava a sala fantasma:) Gravámos entre a sala de cinema, e os corredores da escola, a nossa primeira demo: "Nas portas de Hadés". Éramos assumidamente metal-góticos. (Mudei muito...). As portas de Hadés e a Encruzilhada, ambas as demos cantadas então em português e com pré produção com material "emprestado" pelo Estado (adormecido) português. Era assim que eu visionava a nossa intrusão nocturna no Conservatório que se entregava de corpo e alma aos nossos sonhos. Tenho imensas mas imensas saudades desse tempo vadio. Embora, prefira a calma dos dias que correm. O acesso ao Conservátorio de Lisboa pela madrugada fazia-se legalmente. Sem partir portas. Apenas compactuando com o privilégio. Mais tarde, quando o Estado passou a contratar serviços de segurança privada, a coisa complicou-se. A magia parou-se no tempo. O segurança que ali criara raízes duvidava: confundia-nos com o "Beethoven". Era um fartorte de rir. E nós confundíamos os nossos passos com as correntes de ar dos corredores sombrios, abismais que percorriam a nossa pele, como se tentassem rasgar-nos a pele, de medo, e intrusarem-se nos nossos corações sonâmbulos. A vantagem para músicos amadores que éramos, de usufruir de um Conservatório, é como podem imaginar o acesso a todo o tipo de instrumentos, acessórios, maquinarias, etc...salas de dança, teatro, régies...enfim tudo a que, supostamente, deveríamos ter direito. Porque não criar um all access neste sentido? Um santo dia para interessados, de acesso livre ao Conservatório.
Abençoado privilégio a que prefiro intitular de Pirata, filho da Rosa, que nos abriu os portões de Dó durante cerca de 7 anos. Abençoados portões que um dia fecharam-se em segredo para todo o sempre.
Ficámos de fora. Quando passarem pela Rua dos Caetanos, reparem nas paredes que circundam o Conservatório e talvez por lá nos reencontrem.Insígnias de Sexo Oposto que deram origem em 1991 a NUA.
Um beijo à equipa NUA ( Caveirinha, Carla C, Vítor "Luzes", Pedro S., Mário S., Paulo A., João Va., João Vi, Bruno S., Zé, Filipa, Sal, Marinheiro).
Abençoado privilégio a que prefiro intitular de Pirata, filho da Rosa, que nos abriu os portões de Dó durante cerca de 7 anos. Abençoados portões que um dia fecharam-se em segredo para todo o sempre.
Ficámos de fora. Quando passarem pela Rua dos Caetanos, reparem nas paredes que circundam o Conservatório e talvez por lá nos reencontrem.Insígnias de Sexo Oposto que deram origem em 1991 a NUA.
Um beijo à equipa NUA ( Caveirinha, Carla C, Vítor "Luzes", Pedro S., Mário S., Paulo A., João Va., João Vi, Bruno S., Zé, Filipa, Sal, Marinheiro).
segunda-feira, junho 11, 2007
Tanto
11 da noite. O maldito refrão acimentou-se no crâneo. Criou-se o molde. Resta-me definir a granulagem certa.
Compor é um processo doloroso. Expurga-se-nos a alma sobre a melodia.
Apetece-me tanto, mas tanto...partilhá-la convosco. Mas não devo.
Compor é um processo doloroso. Expurga-se-nos a alma sobre a melodia.
Apetece-me tanto, mas tanto...partilhá-la convosco. Mas não devo.
Seres de um segundo
Uma tarde na praia. Meia lua de areia a sorrir para o mar. O nosso mar. As cores, o afia. Os teus olhos nos meus. Os nossos olhos em busca. "Tens coração?" Respondo-lhe de cima abaixo. Rasgo-lhe o sorriso como se lhe rasgasse o coração. Pintam-se-lhe estrelas e caracóis de mar, no cabelo vadio. Abraço uma. Abraço a outra. Sinto que as abraço, num sustenido segundo, para a eternidade. Mira-me as pedras do cinto. Fisga-me a vista enquanto troco razão com um adulto. Arpam-se-me as suas mãos ao cinto puxando-me da razão. E claro, rendo-me aos seres de um segundo. Aos seres de um segundo.
sábado, junho 09, 2007
Materna 1ª Parte- A Queda
Vamos entrar nas profundezas do meu passado. O Tiago dizia-me: "escreve um livro. É best-seller!". O Tiago diz-me agora: "escreve uma enciclopédia! Best seller!". Não acredito que a minha família seja muito diferente de tantas outras espalhadas pelo mundo, porque acredito que o que de facto existe são submundos a que nem todos têm acesso.
Vou começar hoje pela família materna. A mais dark de todas. A família paterna é celestina, pelo que conjugada com a anterior, deu-nos um mix fantástico.
Guardo as fotos do Instituto de Medicina Legal da Universidade de Coimbra. As ossadas do meu avô: ossadas agraciadas pela indigência dos lobos da mata de Mação. Sim, o meu avô foi...o que estão a pensar. Estão? Estão a seguir. Espero que sim. Desaparecido num enigmático período de 4 anos. Única pista: um táxi tê-lo-á levado até à Mata de Mação. Dizia-se perseguido. Pagou uma nota para que o motorista nada contasse, nomeadamente, onde o deixara. Dizem que pagou pelos pais. Pagou o preço de quem se atreve a mexer no que não deve. Mas claro, quer-se sempre mais. Era hábito, os pais, meus bisavós, recorrerem a práticas obscuras: enterro de galinhas vivas, são ciprianos e afins. Situações que naquela altura com certeza vinham substituir um CSI em prime time. Tinham perto de 70 anos. Morreram ambos queimados pela fogueira que os adormecia ao deitar do dia. Morreu ela primeiro. Diz-se que o meu bisavô, desgostoso também adormeceu desvanecendo-se na fogueira à semelhança da sua cúmplice. O Filho acabara com igual destino.
Há quem morra a levantar vôo e há quem morra em queda.
Vou começar hoje pela família materna. A mais dark de todas. A família paterna é celestina, pelo que conjugada com a anterior, deu-nos um mix fantástico.
Guardo as fotos do Instituto de Medicina Legal da Universidade de Coimbra. As ossadas do meu avô: ossadas agraciadas pela indigência dos lobos da mata de Mação. Sim, o meu avô foi...o que estão a pensar. Estão? Estão a seguir. Espero que sim. Desaparecido num enigmático período de 4 anos. Única pista: um táxi tê-lo-á levado até à Mata de Mação. Dizia-se perseguido. Pagou uma nota para que o motorista nada contasse, nomeadamente, onde o deixara. Dizem que pagou pelos pais. Pagou o preço de quem se atreve a mexer no que não deve. Mas claro, quer-se sempre mais. Era hábito, os pais, meus bisavós, recorrerem a práticas obscuras: enterro de galinhas vivas, são ciprianos e afins. Situações que naquela altura com certeza vinham substituir um CSI em prime time. Tinham perto de 70 anos. Morreram ambos queimados pela fogueira que os adormecia ao deitar do dia. Morreu ela primeiro. Diz-se que o meu bisavô, desgostoso também adormeceu desvanecendo-se na fogueira à semelhança da sua cúmplice. O Filho acabara com igual destino.
Há quem morra a levantar vôo e há quem morra em queda.
sexta-feira, junho 08, 2007
D-Day
A Day in a Day.
Recordo-me dela.
Lembro-me da postura firme de Marta Ferreira. São poucas as mulheres que se aventuram neste meio. Como tal, sinto sempre uma certa cumplicidade. Uma cumplicidade discreta, mas marcante.
Senti maior cumplicidade, ao folhear um Correio da Manhã desbravado no balcão de café, quando li: "mãe de duas crianças adoptadas". Desculpem, mas deveríamos era ter todos vergonha na cara, porque a cada dia que passa, respiramos deste ar sem querer partilhá-lo.
O coração que pára, respira profundamente para todo o sempre, no meu pensamento.
Recordo-me dela.
Lembro-me da postura firme de Marta Ferreira. São poucas as mulheres que se aventuram neste meio. Como tal, sinto sempre uma certa cumplicidade. Uma cumplicidade discreta, mas marcante.
Senti maior cumplicidade, ao folhear um Correio da Manhã desbravado no balcão de café, quando li: "mãe de duas crianças adoptadas". Desculpem, mas deveríamos era ter todos vergonha na cara, porque a cada dia que passa, respiramos deste ar sem querer partilhá-lo.
O coração que pára, respira profundamente para todo o sempre, no meu pensamento.
quinta-feira, junho 07, 2007
quarta-feira, junho 06, 2007
With Love
Tostada
Homenagem de André Gonçalves de Melgaço.
Parece-me que a tua homenagem é moonspelliana. Mas ok. Tu dizes que estou ali no meio. Uma migalha sabe sempre bem. E tostada pela tua amizade, melhor me sabe:)
Vou-me agarrar a uma mão cheia de rúcula com requeijão e a uns novos temas em composição. Bom feriado a todos. *
P.S.: adoro migalhas pelo seu atrevimento de se deixarem para trás quando o pão voa:)
Perfect solutions
Resolvido. Podem aceder ao meu my space, deprovido de alguns pormenores de que tive de abdicar para que não afectasse o acesso. Tudo requer sempre algum sacrifício. Assim como a conquista da felicidade requer abstermo-nos em parte dela. I do not have perfect solutions.
*
*
Espaço de Paciência
Peço-vos o favor de terem alguma paciência em relação ao acesso do meu my space. Estou a par dos problemas que o meu espaço vos tem colocado. O acesso crasha os pc's. Possivelmente, terei de migrar para outros céus:) *
domingo, junho 03, 2007
Câmara de Sonhar
Prosseguem as gravações de "Underwater". Uma golada de água clorada pela boca, narinas e afins.Gargalhada geral na minha banheira: não me recordo de tamanha gargalhada a três, perdão a 4, que a Câmara de sonhar também se passou...não sei se foi de mim, de mim, ou de mim. Presumo que o making of vai ser um sucesso:)
Pessoalmente falando, foi um "ganda" banho.
Pessoalmente falando, foi um "ganda" banho.
Full House
Fantástico: ouso escrever. A Brigada encosta-me na A5. O encosto que já previa e de que já me tinham avisado poder vir a acontecer. Um encosto fabuloso de uma brigada estonteante. Documentos? Não trago. Seguro? Sem selo. Retrovisor? Foi-se. Para rematar: inspecção? Também se foi. Cordiais. Me too. Sempre. Quem não deve, não teme. Não acho que deva. O carro afinal era emprestado. E a consciência de o conduzir, estava sim bem presente, bem mais presente do que muitos dos carros que ali passavam por nós, todos eles aparentemente regulares, e que certamente muitas vidas hão de levar. Assim como as pessoas. Todas aparentemente conscientes.
Deitadas as cartas na mesa, isto é o reflexo da minha consciência a luzir no veículo multi-equipado da brigada, só me restava aceitar o "Full House" desta jogada de Poker a que me sujeitei assim que pisei o alcatrão. Como tudo estava perdido, ou ganho, achei por bem explicar o porquê de estar ensopada a caminho de Lisboa Centro às 9 da manhã. "Caros agentes, estivemos a gravar um vídeo", e no despertar de palavras tais como "Cinemuerte" e "Stuck in a Moment", e especialmente "Moonspell" inicia-se a comunhão dos seres estranhos que habitam na escuridão do alcatrão. Dizem-me: "Claro, os Moonspell sao mundialmente conhecidos !". Confessam-se: "nós também somos seres humanos". Conhecem Kharma (familiarmente), Dr. Salazar. Seguem à descoberta, parecendo-me a mim ter reencontrado os tais piratas de que há pouco vos falava. Esqueço-me de tudo. Ofusco as vestes. Querem tudo. Querem saber. Concertos, sites, tudo. Querem sonhar, descolar daquele alcatrão. Agarro-lhes os corações e ponho-me a voar.
Deitadas as cartas na mesa, isto é o reflexo da minha consciência a luzir no veículo multi-equipado da brigada, só me restava aceitar o "Full House" desta jogada de Poker a que me sujeitei assim que pisei o alcatrão. Como tudo estava perdido, ou ganho, achei por bem explicar o porquê de estar ensopada a caminho de Lisboa Centro às 9 da manhã. "Caros agentes, estivemos a gravar um vídeo", e no despertar de palavras tais como "Cinemuerte" e "Stuck in a Moment", e especialmente "Moonspell" inicia-se a comunhão dos seres estranhos que habitam na escuridão do alcatrão. Dizem-me: "Claro, os Moonspell sao mundialmente conhecidos !". Confessam-se: "nós também somos seres humanos". Conhecem Kharma (familiarmente), Dr. Salazar. Seguem à descoberta, parecendo-me a mim ter reencontrado os tais piratas de que há pouco vos falava. Esqueço-me de tudo. Ofusco as vestes. Querem tudo. Querem saber. Concertos, sites, tudo. Querem sonhar, descolar daquele alcatrão. Agarro-lhes os corações e ponho-me a voar.
Antídoto do Amor
45 minutos amantizaram as 6 horas que me despertaram na cama que me sabe abraçar. Sigo para a Luz. Sigo para Chelas. O Coração abranda no despertar da baía de Caxias. Desembarcam os piratas. Semeamos os nossos pés na areia, na tentativa de ali criar as raízes dos nossos sonhos. Para que possamos partilhá-los convosco. It's all about sharing a dream. A única dimensão que realmente gera eternidade na nossa passagem por este mundo, se é que este existe. Não importa saber. Importa sentir.
Descalço a nudez dos pés. Coloco-me de frente ao mar que se entrega com a ousadia de que sonho todo o santo dia. A ousadia que me faz feliz...a entrega sentida.
O meu corpo veste-se de ti. O mar dá-me um abraço gelado, mas dá-me o que pode. Cristaliza-se pelo meu peito adentro como um estalo de vida. Basta-me a frieza: faz-me sentir o que sou. A frieza, antídoto do amor, essa doença que estranho.
Descalço a nudez dos pés. Coloco-me de frente ao mar que se entrega com a ousadia de que sonho todo o santo dia. A ousadia que me faz feliz...a entrega sentida.
O meu corpo veste-se de ti. O mar dá-me um abraço gelado, mas dá-me o que pode. Cristaliza-se pelo meu peito adentro como um estalo de vida. Basta-me a frieza: faz-me sentir o que sou. A frieza, antídoto do amor, essa doença que estranho.
sexta-feira, junho 01, 2007
Ilusionária Alegria de Viver
Ensaio a 4 na passada quarta-feira: recordei os bons tempos que nos abraçaram. Desse ensaio, retive a sensação de que as letras de "Born From Ashes" foram pintadas para que as cantasse hoje, com um sentimento distinto. Na esfera do meu ser, revelaram-se visionárias do presente que me aguarda na próxima esquina de vida, na qual possivelmente vou chutar. Um chuto de vida.
Mas voltando ao ensaio, fiquei com a sensação que estou sempre rodeada de gente capaz, inteligente, resistente. A resistência de que vos falo, é a de espírito. A resistência aos valores instituídos pela "ilusionária alegria de viver". A persistência, o companheirismo, pedras raras que trilham o meu caminho em direcção à Verdade.
Um beijo especial ao Tiago Menaia e ao Pedro Inglês, especialmente ao Pedro que connosco, no ensaio, festejou mais um aniversário, num ambiente sórdido, desprovido de ilusão, a não ser o da nossa emoção.
Mas voltando ao ensaio, fiquei com a sensação que estou sempre rodeada de gente capaz, inteligente, resistente. A resistência de que vos falo, é a de espírito. A resistência aos valores instituídos pela "ilusionária alegria de viver". A persistência, o companheirismo, pedras raras que trilham o meu caminho em direcção à Verdade.
Um beijo especial ao Tiago Menaia e ao Pedro Inglês, especialmente ao Pedro que connosco, no ensaio, festejou mais um aniversário, num ambiente sórdido, desprovido de ilusão, a não ser o da nossa emoção.
quinta-feira, maio 31, 2007
Arms
terça-feira, maio 29, 2007
Temporary Peace
Temporary Peace - Anathema
...
beyond this beautiful horizon
lies a dream for you and I
this tranquil scene is
still unbroken by the
rumours in the sky
but there's a storm closing in
voices crying on the wind
the serenade is growing colder
breaks my soul that tries to sing
and there's so many many thoughts
when I try to go to sleep
but with you I start to feel
a sort of temporary peace
there's a drift in and out
drift in and out...
...
beyond this beautiful horizon
lies a dream for you and I
this tranquil scene is
still unbroken by the
rumours in the sky
but there's a storm closing in
voices crying on the wind
the serenade is growing colder
breaks my soul that tries to sing
and there's so many many thoughts
when I try to go to sleep
but with you I start to feel
a sort of temporary peace
there's a drift in and out
drift in and out...
segunda-feira, maio 28, 2007
O tecto das nossas vidas
Wave Gotik "Leipzig". Sábado. Chegados ao aeroporto de Leipzig, pinta-se-me nos lábios, o sabor da boca de uma alemanha em chamas pelo fervor gótico que escorre pela baixa de Leipzig. Domingo. 9 da matina. Desperto na descoberta de uma alemanha esquecida mas colorida de sonhos nos seres que nela valsejam. Seres fulminantes porque sei que as nossas sombras foram. Nunca mais serão. Um breve encontro com os Amorphis, um hotel apetitoso, pintado a sementes recheadas de prazer. Um reencontro. Um encontro. Um conto. Uma aterragem sentida: uma chama no meu sangue. Braços venosos flamejando na escuridão - o tecto das nossas vidas.
quinta-feira, maio 24, 2007
Vultos
Vultos da noite:)

Photo by Ricardo Bernardo.
Caros amigos/as:
Tenho o prazer de vos convidar para as sessões de autógrafos do meu novo livro de poemas Diálogo de Vultos:
2 Junho(SAB)- Feira do Livro de Lisboa, ao Parque Eduardo VII, pelas 18.30, pavilhão Edições Quasi (143)
3 Junho(DOM)- Feira do Livro do Porto, Palácio de Cristal, pelas 17.00, na tenda exterior (sessão conjunta com Adolfo Luxúria Canibal)
As apresentações oficias do livro serão marcadas em breve para as lojas FNAC.
Obrigado, divulguem e apareçam!
Fernando
Diálogo de vultos
Deita-te nua de ti
No mármore frio do meu corpo.
Teus olhos fechados sobre o eclipse dos meus.
Seca os teus lábios
Na feridas dos meus
E deixa-te estar quieta:
Até estas palavras passarem,
Até às sombras se calarem
E o nosso amor silenciar de vez
Este diálogo de vultos.
http://www.ocofreabertopoesia.blogspot.com/

Photo by Ricardo Bernardo.
Caros amigos/as:
Tenho o prazer de vos convidar para as sessões de autógrafos do meu novo livro de poemas Diálogo de Vultos:
2 Junho(SAB)- Feira do Livro de Lisboa, ao Parque Eduardo VII, pelas 18.30, pavilhão Edições Quasi (143)
3 Junho(DOM)- Feira do Livro do Porto, Palácio de Cristal, pelas 17.00, na tenda exterior (sessão conjunta com Adolfo Luxúria Canibal)
As apresentações oficias do livro serão marcadas em breve para as lojas FNAC.
Obrigado, divulguem e apareçam!
Fernando
Diálogo de vultos
Deita-te nua de ti
No mármore frio do meu corpo.
Teus olhos fechados sobre o eclipse dos meus.
Seca os teus lábios
Na feridas dos meus
E deixa-te estar quieta:
Até estas palavras passarem,
Até às sombras se calarem
E o nosso amor silenciar de vez
Este diálogo de vultos.
http://www.ocofreabertopoesia.blogspot.com/
quarta-feira, maio 23, 2007
Gotik Wave on Me
Next station with Moonspell:
Wave Gotik Treffen - Leipzig / Germany next Saturday 26 May 2007:)
Wikipedia told me ...
Wave Gotik Treffen é um festival anual para música e arte em Leipzig, Alemanha. Mais de 150 bandas e artistas de vários estilos. Todos os anos, milhões de pessoas, por todo o mundo, se juntam neste que é considerado um dos maiores festivais góticos a nível mundial.
Promete...
http://www.wave-gotik-treffen.de/
Wave Gotik Treffen - Leipzig / Germany next Saturday 26 May 2007:)
Wikipedia told me ...
Wave Gotik Treffen é um festival anual para música e arte em Leipzig, Alemanha. Mais de 150 bandas e artistas de vários estilos. Todos os anos, milhões de pessoas, por todo o mundo, se juntam neste que é considerado um dos maiores festivais góticos a nível mundial.
Promete...
http://www.wave-gotik-treffen.de/
terça-feira, maio 22, 2007
At her feet

More pictures By Eusapia
Amazing ones. Enjoy :)
http://s15.photobucket.com/albums/a398/Eusapia/CONCERTOS/MOONSPELL%20VIANA%20Maio%2007/
Great Show:) Astonishing Audience* AA+....kind of supreme blood you gave me.
segunda-feira, maio 21, 2007
Slow motioned
Este In Too Deep dos Genesis é de certo lamechas...as me..mas recorda-me a inconfundível descida slow motioned da serra de santa luzia no regresso à vida.
domingo, maio 20, 2007
White Eyes
Moonspell 19 May 2007 Queima das fitas @Viana do Castelo "Luna" & "Raven Claws"
Fotos oferecidas por André Gonçalves
Mar. Um mar de gente a poucos metros do mar. Enquanto se pisa o palco para me perder e vos levar comigo bem perto, para não vos perder. Uma âncora de palco. Assim me defino ousadamente.
De regresso ao quarto, na noite, abro a janela.
O acordar do mar na minha janela. Viana. Vejo tudo. O que quero ver. E o que não vejo. Mas espero ver.
Descalça, piso a pedra da varanda, gelidamente leve. Os olhos do vento desnudam-me o olhar. Dizem-me tudo com o nada.
Viana: uma vista infindável assim como as recordações que avermelham um pouco mais o coração que trago atrelado à alma. Aos tombos, mas feliz de viver.
quarta-feira, maio 16, 2007
Maresia
segunda-feira, maio 14, 2007
O que queres ser quando fores grande?
Perguntei-lhe: "e tu, que queres ser quando fores grande? Professora? - ela responde-me: "quero ser mãe":)
Unbelievable...a sabedoria de uma criança transcende-me.
Unbelievable...a sabedoria de uma criança transcende-me.
domingo, maio 13, 2007
Dead White

Heat Spell, May 23, 1941
Photo By Weegee
"The people loved their children and, no matter how poor they might be, they managed to dig up the money for my pictures. I would finish the photographs on the contrastiest paper I could get in order to give the kids nice, white, chalky faces. My customers, who were Italian, Polish, or Jewish, liked their pictures dead white."
Weegee
Da Pop ao Metal- The Other side of the Moon
Do Metal à Pop - A dirty movie
Acho puramente inacreditável os acasos que se estendem pelo caminho. Confesso-vos que a minha formação musical debuta nos anos 80. Sim, ouvia toda a pop que se fazia. Da Pop ao metal, vão sem dúvida muitos e muitos anos. Diria que a estrada se foi alargando. Mas como vos dizia. Foi da Pop que me fiz ...que amantizei com a música. E como semente da POP, confesso que cresci a ouvir George Michael. Aprendi tudo. Tudo mesmo...in and out the Music. Podem blasfemar o homem. Façam-no. Não me importa. O Homem respira diariamente.
Como podem, assim, imaginar, o meu destino de ontem era a Coimbra do "fate". Da Pop ao Metal em 26 anos, e num sábado, revejo-me do Metal à Pop. Acreditem, nada mudou. Talvez os trejeitos efeminados, assumidos, quer por ele, quer por mim, quer pelo Estádio ofegante. A voz cristalina, o respirar de um cavalo de guerra, assim como eu me sinto todo o santo dia. "Forgive me Lord" daquela voz se traça um perdão ao mundo por um lapso de letra, fruto de arranque de tournée. Perfeitamente compreensível. Perfeitamente perfeito, pela imperfeição que se assume. Nada mais puro. Convencidos a levá-los à primeira fila...lá furámos, talvez com o intuito de lhe furar o coração. E furámos. 1ª fila de amantizados. Todo o tipo de pessoas eram passíveis de se lá encontrar. Desde o funky, ao pelintra, ao gótico (but no metal people...sim isso não...ou talvez sim...). Como vêem, até eu lá estava! Sem pudores, as always. O pudor mata-nos a liberdade. O Curiosamente entra em cena: amigos de amigos a quem sou apresentada, parecem-me brutalmente familiares. Islandeses.Mas brutalmente familiares. Sinceramente, de início, quando V. me disse que era meio islandês, realmente a primeira figura que se me apresentou, foi a Bjork. Mas sem nunca pensar que eles são efectivamente familiares da Bjork. Ajoelhei-me em tom de piada e de reconhecimento. She's awesome:)
Thanks V pela pureza. Thanks George pela voz, pela fé. Pelo "Who cares!"
There's place for us in a dirty movie...Tatiana said:)
Como podem, assim, imaginar, o meu destino de ontem era a Coimbra do "fate". Da Pop ao Metal em 26 anos, e num sábado, revejo-me do Metal à Pop. Acreditem, nada mudou. Talvez os trejeitos efeminados, assumidos, quer por ele, quer por mim, quer pelo Estádio ofegante. A voz cristalina, o respirar de um cavalo de guerra, assim como eu me sinto todo o santo dia. "Forgive me Lord" daquela voz se traça um perdão ao mundo por um lapso de letra, fruto de arranque de tournée. Perfeitamente compreensível. Perfeitamente perfeito, pela imperfeição que se assume. Nada mais puro. Convencidos a levá-los à primeira fila...lá furámos, talvez com o intuito de lhe furar o coração. E furámos. 1ª fila de amantizados. Todo o tipo de pessoas eram passíveis de se lá encontrar. Desde o funky, ao pelintra, ao gótico (but no metal people...sim isso não...ou talvez sim...). Como vêem, até eu lá estava! Sem pudores, as always. O pudor mata-nos a liberdade. O Curiosamente entra em cena: amigos de amigos a quem sou apresentada, parecem-me brutalmente familiares. Islandeses.Mas brutalmente familiares. Sinceramente, de início, quando V. me disse que era meio islandês, realmente a primeira figura que se me apresentou, foi a Bjork. Mas sem nunca pensar que eles são efectivamente familiares da Bjork. Ajoelhei-me em tom de piada e de reconhecimento. She's awesome:)
Thanks V pela pureza. Thanks George pela voz, pela fé. Pelo "Who cares!"
There's place for us in a dirty movie...Tatiana said:)
quarta-feira, maio 09, 2007
Relaxing time
segunda-feira, maio 07, 2007
Time
Time Pink Floyd
Ticking away the moments that make up a dull day
You fritter and waste the hours in an off hand way
Kicking around on a piece of ground in your home town
Waiting for someone or something to show you the way
Tired of lying in the sunshine staying home to watch the rain
You are young and life is long and there is time to kill today
And then one day you find ten years have got behind you
No one told you when to run, you missed the starting gun
And you run and you run to catch up with the sun, but its sinking
And racing around to come up behind you again
The sun is the same in the relative way, but youre older
Shorter of breath and one day closer to death
Every year is getting shorter, never seem to find the time
Plans that either come to naught or half a page of scribbled lines
Hanging on in quiet desperation is the english way
The time is gone, the song is over, thought Id something more to say
Home, home again
I like to be here when I can
And when I come home cold and tired
Its good to warm my bones beside the fire
Far away across the field
The tolling of the iron bell
Calls the faithful to their knees
To hear the softly spoken magic spells.
Ticking away the moments that make up a dull day
You fritter and waste the hours in an off hand way
Kicking around on a piece of ground in your home town
Waiting for someone or something to show you the way
Tired of lying in the sunshine staying home to watch the rain
You are young and life is long and there is time to kill today
And then one day you find ten years have got behind you
No one told you when to run, you missed the starting gun
And you run and you run to catch up with the sun, but its sinking
And racing around to come up behind you again
The sun is the same in the relative way, but youre older
Shorter of breath and one day closer to death
Every year is getting shorter, never seem to find the time
Plans that either come to naught or half a page of scribbled lines
Hanging on in quiet desperation is the english way
The time is gone, the song is over, thought Id something more to say
Home, home again
I like to be here when I can
And when I come home cold and tired
Its good to warm my bones beside the fire
Far away across the field
The tolling of the iron bell
Calls the faithful to their knees
To hear the softly spoken magic spells.
sexta-feira, maio 04, 2007
Never Late
From João
http://www.myspace.com/trinityfields_
Date: May 3, 2007 7:53 PM
" sei que é muito tarde para dizer isto, mas adorei o concerto em Vilar de Mouros :) * "
It's never late!*
http://www.myspace.com/trinityfields_
Date: May 3, 2007 7:53 PM
" sei que é muito tarde para dizer isto, mas adorei o concerto em Vilar de Mouros :) * "
It's never late!*
quarta-feira, maio 02, 2007
Estrada da Luz
Foram 4 valentes dias na mais pura mata do país. Pena."Temos pena", diria o nosso realizador. Sintra à séria. Não embarquei na classe turística:) Classe, diria, económica, embora aquela que desvenda o real sentido de toda a beleza dissipada pelos trajectos "gotta do". A Classe económica conta com Batatas de pacote, batatas De pacote e batatas de Pacote.
4 dias distintos: 3 a gravar o próximo vídeo para o tema "Underwater". Será que me afogo no próximo domingo? Uma coisa é certa: acreditem, no domingo de manhã, acordei com os pés em formigueiro. Assumo o risco quando toca a música. É um autêntico disparate. Mas sou eu..nao é a Joana ou a Maria. É a Sophia:)
Primeiro dia: encontro-me na bomba de gasolina da Estrada da Luz conforme estipulado às 7 da matina antes de seguirmos para Sintra. Enquanto aguardo a chegada, calha-me um sujeito dos seus vinte e poucos anos. Reparem na abordagem: "como te chamas? o que fazes, de onde és?Relaxa.". Basicamente, encontro-me às 7 da manhã numa Lisboa afogada no sono, perante o conceito do "sem preliminares" . Transportem-me o conceito de sexo sem preliminares para esta nova realidade de um encontro de x-ésimo grau. Vai dar ao mesmo. Ou seja, vai dar p'ró torto.
Torto...era o puto. Perguntei-lhe se tinha fumado algo, ao que me respondeu que era mais álcool. Mentira...bafo? Niente.
Perguntei-lhe se tinha vindo do céu. Assustou-se. Bazou. Bazou torto.
Segundo dia: acordei de pés dormentes. Sensação estranha. Tipo. Cabeça em terra, pés no céu? What t..f?
Ups...malcriadice..sorry..mas não disse. Não foi da língua...foi da tinta esotérica da blogomania.
Ok so...pés dormentes. Cabeça em terra. On the road again to Sintra...6h30 da manhã:) Belo dia....uma espetada de chuva e sol e mais uns quantos turistas ibéricos. Alguns porcos pretos (da bolota ibérica). Outras tantos bifes a acompanhar:)
Que horror. Dito isto, acabei com a minha curta e efémera carreira do whatever!Pensem no porquê.
Terceiro dia: o terceiro dia de filmagens corresponde ao mais estranho dia das nossas vidas (nossas vidas..refiro-me a Cinemuerte). Estranho sim: o terceiro dia corresponde a uma parte do segundo dia. Contudo recuso-me a considerá-lo como segundo, dado o esforço dos non stop guys and girl em que nos moldámos. Deshumano, no mínimo. No bom sentido. Quando nos tornamos deshumanos, tornamo-nos especiais. E é na especialidade dos seres, que vale a pena ser-se.
E é no erro, que se é mais feliz. Apreendi esta grande verdade com o rodar dos tempos.
Quarto dia: 4 horas de sono e um tentador sms. Rise and shine from S. A sabedoria bate-me à porta da manhã. Sigo para Sintra com escala em Belém. A Escala dos sabores de uma torrada afogada em doce de abóbora e canela "plus strawberry's trippling blues". A três. Curioso, sempre a três. Quer enm filmagens,quer em passeio. A Santa Trindade?
Regresso inolvidável para uma travessia ao cair do pano do dia. O nosso olhar afogado em nevoeiro. Uma rã a fazer-se à estrada da vida, assim ao jeito do puto dos seus vinte e poucos anos naquela manhã das 7 da matina, da bomba da Estrada da Luz. Tudo dito. Tudo feito.
Reparo: há febre em Sintra.
4 dias distintos: 3 a gravar o próximo vídeo para o tema "Underwater". Será que me afogo no próximo domingo? Uma coisa é certa: acreditem, no domingo de manhã, acordei com os pés em formigueiro. Assumo o risco quando toca a música. É um autêntico disparate. Mas sou eu..nao é a Joana ou a Maria. É a Sophia:)
Primeiro dia: encontro-me na bomba de gasolina da Estrada da Luz conforme estipulado às 7 da matina antes de seguirmos para Sintra. Enquanto aguardo a chegada, calha-me um sujeito dos seus vinte e poucos anos. Reparem na abordagem: "como te chamas? o que fazes, de onde és?Relaxa.". Basicamente, encontro-me às 7 da manhã numa Lisboa afogada no sono, perante o conceito do "sem preliminares" . Transportem-me o conceito de sexo sem preliminares para esta nova realidade de um encontro de x-ésimo grau. Vai dar ao mesmo. Ou seja, vai dar p'ró torto.
Torto...era o puto. Perguntei-lhe se tinha fumado algo, ao que me respondeu que era mais álcool. Mentira...bafo? Niente.
Perguntei-lhe se tinha vindo do céu. Assustou-se. Bazou. Bazou torto.
Segundo dia: acordei de pés dormentes. Sensação estranha. Tipo. Cabeça em terra, pés no céu? What t..f?
Ups...malcriadice..sorry..mas não disse. Não foi da língua...foi da tinta esotérica da blogomania.
Ok so...pés dormentes. Cabeça em terra. On the road again to Sintra...6h30 da manhã:) Belo dia....uma espetada de chuva e sol e mais uns quantos turistas ibéricos. Alguns porcos pretos (da bolota ibérica). Outras tantos bifes a acompanhar:)
Que horror. Dito isto, acabei com a minha curta e efémera carreira do whatever!Pensem no porquê.
Terceiro dia: o terceiro dia de filmagens corresponde ao mais estranho dia das nossas vidas (nossas vidas..refiro-me a Cinemuerte). Estranho sim: o terceiro dia corresponde a uma parte do segundo dia. Contudo recuso-me a considerá-lo como segundo, dado o esforço dos non stop guys and girl em que nos moldámos. Deshumano, no mínimo. No bom sentido. Quando nos tornamos deshumanos, tornamo-nos especiais. E é na especialidade dos seres, que vale a pena ser-se.
E é no erro, que se é mais feliz. Apreendi esta grande verdade com o rodar dos tempos.
Quarto dia: 4 horas de sono e um tentador sms. Rise and shine from S. A sabedoria bate-me à porta da manhã. Sigo para Sintra com escala em Belém. A Escala dos sabores de uma torrada afogada em doce de abóbora e canela "plus strawberry's trippling blues". A três. Curioso, sempre a três. Quer enm filmagens,quer em passeio. A Santa Trindade?
Regresso inolvidável para uma travessia ao cair do pano do dia. O nosso olhar afogado em nevoeiro. Uma rã a fazer-se à estrada da vida, assim ao jeito do puto dos seus vinte e poucos anos naquela manhã das 7 da matina, da bomba da Estrada da Luz. Tudo dito. Tudo feito.
Reparo: há febre em Sintra.
quinta-feira, abril 26, 2007
terça-feira, abril 24, 2007
From Rafael Leafar
From Rafael
"Anjos e Pecadores...
Ó mulheres se soubessem do poder, que exercem sobre um pobre homem com certeza, dominariam o mundo nos tornando seus escravos por toda eternidade.
Um homem não é nada sem um corpo feminino, em seu pequeno mundo, que cura suas dores com suas palavras, seu sorriso e seu terno abraço, e que com o prazer do pecado em habita seu corpo me dá forças e inspiração para escrever estás linhas.
Se não fossem vocês não existiria romantismo, poesia, amor e tão poço prazer em viver nossas pobres vidas.
Vocês são anjos disfarçados nesta terra para compartilhar teus doces lábios conosco, pobres criaturas egoístas que não entendem nem a metade do valor de uma mulher em seu mundo.
Hoje em dia muitas de vocês estão sepultadas no esquecimento, das nossas mentes, jogadas como garrafas de vinho esgotadas.
Acho que nem todos os poemas de todos poetas apaixonados poderiam descrever o verdadeiro valor de uma mulher na vida mundana do homem...
Autor.:RafaeL LeafaR... "
Optei por não adulterar uma letra, uma expressão.
"Anjos e Pecadores...
Ó mulheres se soubessem do poder, que exercem sobre um pobre homem com certeza, dominariam o mundo nos tornando seus escravos por toda eternidade.
Um homem não é nada sem um corpo feminino, em seu pequeno mundo, que cura suas dores com suas palavras, seu sorriso e seu terno abraço, e que com o prazer do pecado em habita seu corpo me dá forças e inspiração para escrever estás linhas.
Se não fossem vocês não existiria romantismo, poesia, amor e tão poço prazer em viver nossas pobres vidas.
Vocês são anjos disfarçados nesta terra para compartilhar teus doces lábios conosco, pobres criaturas egoístas que não entendem nem a metade do valor de uma mulher em seu mundo.
Hoje em dia muitas de vocês estão sepultadas no esquecimento, das nossas mentes, jogadas como garrafas de vinho esgotadas.
Acho que nem todos os poemas de todos poetas apaixonados poderiam descrever o verdadeiro valor de uma mulher na vida mundana do homem...
Autor.:RafaeL LeafaR... "
Optei por não adulterar uma letra, uma expressão.
Next
Casa assaltada, espancamento, febre, o corpo dorido, as escadas em sangue, as constantes ameaças de morte, as cartas, as chamadas anónimas, um suicídio, um fantasma no sótão...woaw....what's next? Tell me. I'm ready.
Quem canta, seu mal espanta. O autor deste provébio é um visionário.
Provavelmente, esta história de vida vai acabar muito mal. But, who cares? Mais um vinco na história.
Quem canta, seu mal espanta. O autor deste provébio é um visionário.
Provavelmente, esta história de vida vai acabar muito mal. But, who cares? Mais um vinco na história.
God save the Queen
Finalmente a espumar...sick as you can imagine... God save the Queen...
Muito raramente adoeço, e quando adoeço, é como se fosse o fim.
If I'll ever get to the end, please play it loud.Louder as you can.
Muito raramente adoeço, e quando adoeço, é como se fosse o fim.
If I'll ever get to the end, please play it loud.Louder as you can.
domingo, abril 22, 2007
Espumar
Estou exausta...de cair a direito. Nem todos caiem a direito. Tenho estas visões desta tarde. Penso que fizemos 20 a 30 kms a pé. E eu queria espumar!Espumar? Terei enlouquecido de vez? Estava armada em mar, a julgar que o bater do meu coração fosse uma onda, dando-se ao êxtase.
sexta-feira, abril 20, 2007
Títulos
"Cada um tem o seu passado fechado em si, tal como um livro que se conhece de cor, livro de que os amigos apenas levam o título"
Vírginia Woolf
Escreveste. Pensei, no reflexo das palavras. O enjôo das palavras que atordoam a consciência. Malvada consciência.
Tenho um excelente best-seller encerrado a quatro chaves. Mas quem não tem? Todos os ingredientes de um best seller germinam dentro de nós. O título, sim, concordo: apelativo ou não, o embrulho está à vista. E para rematar, muitos títulos enganam.
Prefiro títulos simples e puros.
Quem vai ao encontro de títulos perturbantes, leva em troca.
Vírginia Woolf
Escreveste. Pensei, no reflexo das palavras. O enjôo das palavras que atordoam a consciência. Malvada consciência.
Tenho um excelente best-seller encerrado a quatro chaves. Mas quem não tem? Todos os ingredientes de um best seller germinam dentro de nós. O título, sim, concordo: apelativo ou não, o embrulho está à vista. E para rematar, muitos títulos enganam.
Prefiro títulos simples e puros.
Quem vai ao encontro de títulos perturbantes, leva em troca.
quinta-feira, abril 19, 2007
quarta-feira, abril 18, 2007
Óptica

A vida é uma tremenda ilusão de óptica. É bela, sim senhora.
"Imagens que causam ilusão de óptica são largamente utilizadas nas artes, por exemplo nas obras gráficas de M. C. Escher."
http://www.mcescher.com/
terça-feira, abril 17, 2007
Petroleum tears.
O massacre de um "ontem para sempre", de trinta e três vidas, é o reflexo da lei Bush: olho por olho, vida por vida...
Este número, 33, quererá dizer-nos algo mais?
Os Estados unidos tiveram apenas o que pediram...a resposta ao exemplo que dão ao país de arma empunhada with a "God bless you all" a pintar-lhe os lábios carnudos. A Bush is always a Bush...a mess.
A lei de uma vingança insípida, de língua aftosa, traduz-se sempre numa estupidificante tragédia. E se o meu púbis fosse Bush´esco, dir-vos ia que preferia que fossem 33 as balas a perfurar-lhe o coração. Ainda assim, daquele corpo, não creio que vertessem lágrimas de sangue. But Maybe, petroleum tears.
Este número, 33, quererá dizer-nos algo mais?
Os Estados unidos tiveram apenas o que pediram...a resposta ao exemplo que dão ao país de arma empunhada with a "God bless you all" a pintar-lhe os lábios carnudos. A Bush is always a Bush...a mess.
A lei de uma vingança insípida, de língua aftosa, traduz-se sempre numa estupidificante tragédia. E se o meu púbis fosse Bush´esco, dir-vos ia que preferia que fossem 33 as balas a perfurar-lhe o coração. Ainda assim, daquele corpo, não creio que vertessem lágrimas de sangue. But Maybe, petroleum tears.
segunda-feira, abril 16, 2007
domingo, abril 15, 2007
Nós, as andorinhas.
sábado, abril 14, 2007
Sopros
Tenho estas recordações que jamais partem em viagem. Talvez sejam marcas de água. Singulares notas de vida que cobram a consciência. Bedtime stories. O encosto de cama. A penumbra da noite a deslizar suavemente pelos minutos que doram o alumínio da janela, do mundo que lá fora se faz. De trás de cada perna oscilante, tremem os vossos sonhos. Balançam, como a mãe embala um filho, ao encontro de Deus.
Murmuro sopros de vida. Façam silêncio, e achar-me-ão mais perto do que nunca.
Murmuro sopros de vida. Façam silêncio, e achar-me-ão mais perto do que nunca.
quarta-feira, abril 11, 2007
As cadeiras soturnas
São mais quatro as cadeiras que se juntam no refúgio. "Made in Romania", pescadas nos confins da noite soturna deste bairro que violenta a razão...:) Creio que andam todos cegos...Lindas de morrer...espaços de paz, deitadas sobre a calçada adormeçida. Quatro. Somos quatro, não somos? Somos quatro.
Corações de madeira, prolongando-se em tentáculos: Dois braços para abraçar, duas pernas para sossegar.
Deixei para trás a quinta. Condói-me este abandono forçado. Funesta madeira. A felicidade deriva de aceitação.
Corações de madeira, prolongando-se em tentáculos: Dois braços para abraçar, duas pernas para sossegar.
Deixei para trás a quinta. Condói-me este abandono forçado. Funesta madeira. A felicidade deriva de aceitação.
domingo, abril 08, 2007
Ascensão Catarina
Sunday Bloody Sunday...
Cai-me pelas escadas abaixo...o crânio dá-lhe um estalo na pele...o corpo estremece no chão...e uma poça de sangue se apodera do branco mármore que outrora ali luzira num singular domingo. Páscoa...Páscoa! Onde estás? Chamei-te. Gritei-te. Um par de luvas que reneguei insistentemente para que o corpo se me rodasse sobre a tábua amarelada da dor, repetente. Peguei nela, conforme as instruções, e senti a urina na ponta dos dedos. Olhei para a ponta dos meus dedos: um misto de urina e sangue me pintara a memória para todo o sempre. Ascensão Catarina.
Cai-me pelas escadas abaixo...o crânio dá-lhe um estalo na pele...o corpo estremece no chão...e uma poça de sangue se apodera do branco mármore que outrora ali luzira num singular domingo. Páscoa...Páscoa! Onde estás? Chamei-te. Gritei-te. Um par de luvas que reneguei insistentemente para que o corpo se me rodasse sobre a tábua amarelada da dor, repetente. Peguei nela, conforme as instruções, e senti a urina na ponta dos dedos. Olhei para a ponta dos meus dedos: um misto de urina e sangue me pintara a memória para todo o sempre. Ascensão Catarina.
sexta-feira, abril 06, 2007
A Corda
Leio-te e releio-te como se estivesses sempre presente
Para que a dor não soe como uma nota sentida
Daquelas que nos batem bem no fundo
Bem no fundo daquele recanto de alma que só tu sentes
Sou a corda de guitarra que teimas partir
Uma harmonia dissonante
A voz que todos querem que cante
O Mal que esperas que eu espante
:)E um par de algemas
Para que a dor não soe como uma nota sentida
Daquelas que nos batem bem no fundo
Bem no fundo daquele recanto de alma que só tu sentes
Sou a corda de guitarra que teimas partir
Uma harmonia dissonante
A voz que todos querem que cante
O Mal que esperas que eu espante
:)E um par de algemas
quinta-feira, abril 05, 2007
We'll grow old together
Heartattack In A Layby by Porcupine Tree
I pulled off the road
East of Baldock and Ashford
Feeling for my cell
In the light from the dashboard
Hissing from the road
the smell of rain in the air con
Maybe check the news
Or just put a tape on
Lighting up a smoke
I've got this feeling inside me
Don't feel too good
If I close my eyes
And fell asleep in this layby
Would it all subside
the fever pushing the day by
Motor window wind
I could do with some fresh air
Can't breathe too well
(She waits for me. Home waits for me.)
I guess I should go now
She's waiting to make up
To tell me she's sorry
and how much she missed me
I guess I'm just burnt out
I really should slow down
I'm perfectly fine but
I just need to lie down
We'll grow old together
We'll grow old together
We'll grow old together...
I pulled off the road
East of Baldock and Ashford
Feeling for my cell
In the light from the dashboard
Hissing from the road
the smell of rain in the air con
Maybe check the news
Or just put a tape on
Lighting up a smoke
I've got this feeling inside me
Don't feel too good
If I close my eyes
And fell asleep in this layby
Would it all subside
the fever pushing the day by
Motor window wind
I could do with some fresh air
Can't breathe too well
(She waits for me. Home waits for me.)
I guess I should go now
She's waiting to make up
To tell me she's sorry
and how much she missed me
I guess I'm just burnt out
I really should slow down
I'm perfectly fine but
I just need to lie down
We'll grow old together
We'll grow old together
We'll grow old together...
Cinemuerte e O Minho

Cinemuerte mais logo no programa "Supersonic-1" da Rádio Alto Ave, entre as 21h00 e as 22h30.
Para ouvir a entrevista, podem fazê-lo on-line pelo site:
www.cm-vminho.pt
Basta clicar no logo da Radio Alto Ave.
quarta-feira, abril 04, 2007
Taking over me
Blackest eyes by Porcupine Tree
A mother sings a lullabye to her child
Sometime in the future the boy goes wild
And all his nerves are feeling some kind of energy.
Walk in the woods and I will try
Something in the trees that made you cry
It's so erotic when your makeup runs.
I got wiring loose inside my head
I got books that I never ever read
I got secrets in my garden shed
I got a scar where all my urges bled
I got people underneath my bed
I got a place where all my dreams are dead
Swim with me into your blackest eyes.
A few minutes with me inside my van
Should be so beautiful if we can
I'm feeling something taking over me.
A mother sings a lullabye to her child
Sometime in the future the boy goes wild
And all his nerves are feeling some kind of energy.
Walk in the woods and I will try
Something in the trees that made you cry
It's so erotic when your makeup runs.
I got wiring loose inside my head
I got books that I never ever read
I got secrets in my garden shed
I got a scar where all my urges bled
I got people underneath my bed
I got a place where all my dreams are dead
Swim with me into your blackest eyes.
A few minutes with me inside my van
Should be so beautiful if we can
I'm feeling something taking over me.
segunda-feira, abril 02, 2007
Siouxsie
"Hi Sofia,
... love the look of the page and the music is pretty cool too, you remind me of Siouxsie and the Banshees a little bit..."
O fantasma da Siouxsie...sempre presente:)
... love the look of the page and the music is pretty cool too, you remind me of Siouxsie and the Banshees a little bit..."
O fantasma da Siouxsie...sempre presente:)
domingo, abril 01, 2007
Proposta Indecente
Meninas..imaginem que estão ao volante. Imaginem que o sinal vermelho vos prende o olhar, mas que por um fugaz segundo, a vista é desviada pela sensação de vigia. A vossa face trai o sinal e fixa-se na dúvida. A dúvida materializa-se e...:) Alguém está ao volante vizinho e vos caça a alma. Esse alguém resolve despertar o volume de um foraz kizomba. Esse alguém esboça uma meia lua no meu vidro e resolve desnudar a cortina para que se faça bom som, assim ao jeito de uma proposta indecente, a aguardar o momento. O momento da redenção. Esperando que naquela encruzilhada me desfizesse no pano da noite, dou-lhe o troco. O justo e devido troco de quem ousa, como mais ninguém.
Teima
Não entendo porque a vida teima na dor. I'm such a fool. Do not dare to envy a foolish girl! Such a waste of time....
A memória em chamas
O veneno no sustento. Porque sou crente, perguntam todos? Porque tenho o corpo ofegante. A memória em chamas.
sábado, março 31, 2007
J.R.O.
Painting by my friend J.R.O. 2007
Pintaste...embora julgava que me ias pintar...ainda me desfaço a preto e branco até me pintares o retrato. Uma mensagem que nasce na brisa da madrugada, distingue-se. Sabes que podes sempre gritar comigo...? Somos fantasmas...podemos gritar, que ninguém nos ouvirá...Estamos fartos de gritar, e ninguém nos ouve. Os outros: são cera, cera tépida. Aguardam desalmadamente algum calor humano na esperança de derreter, sonhar, tomar a forma das ideias que os assombram, porque a presente vida os regela. Deliram mas não ousam.
Sim...nada faz sentido...mas alguém disse que era suposto fazer sentido?
Obrigada por te atreveres a fazê-lo comigo. Até amanhã.
sexta-feira, março 30, 2007
To Let Her Go
BAD TIMING ...dEus
Everything is quiet
There, in a pool of light
I would have sworn that she had died
I'm telling you
In all that i will say
In every move i'll make
You'll see that i don't fake Even if i wanted to
She passed it on to me
She walked into my life
The ridiculous and sublime
Beneath the lowered sky
She fell in love
And passed it on to me
I threw it all away
Like a record that you don't play
And all the hurt i saved
Well, time had come
I passed it on to her
Do you realize
Do you realize
To look into her eyes
And to let her go
To pass it on to him
Now everything was quiet
I would have sworn that she had died
And i didn't even try....
(Was it bad timing?)
Now all you want to hear
Is everything you fear
So don't you come too near
Cause everything you need
You'll get from her
Everything is quiet
There, in a pool of light
I would have sworn that she had died
I'm telling you
In all that i will say
In every move i'll make
You'll see that i don't fake Even if i wanted to
She passed it on to me
She walked into my life
The ridiculous and sublime
Beneath the lowered sky
She fell in love
And passed it on to me
I threw it all away
Like a record that you don't play
And all the hurt i saved
Well, time had come
I passed it on to her
Do you realize
Do you realize
To look into her eyes
And to let her go
To pass it on to him
Now everything was quiet
I would have sworn that she had died
And i didn't even try....
(Was it bad timing?)
Now all you want to hear
Is everything you fear
So don't you come too near
Cause everything you need
You'll get from her
quarta-feira, março 28, 2007
Playground Love

Virgin Suicides 1999 by Sofia Coppola
I'm a high school lover, and you're my favorite flavor.
Love is all, all my soul.
You're my playground love.
Yet my hands are shaking.
I feel my body leaning.
Time's no matter, I'm on fire
On the playground love.
You're the piece of gold,
That flushes all my soul.
Extra time, on the ground.
You're my playground love.
Anytime, anywhere,
You're my playground love.
By Air
terça-feira, março 27, 2007
Much About
What band do you really like, but you don't think many people know much about?
For me it is Cinemuerte. This is a relatively new group from Portugal, but music in English. 2 member group, female lead singer. The female lead singer is sexy hot. Beautiful, but hard voice and the music is kind of gothic instrumentally, but an electronic beat. When I was stationed in Portugal, I was given a Raging Planet sample CD by one of the record companies promoters while at a rock festival. Check them and the record company out, one of my favorite bands.
http://www.myspace.com/cinemuerte...
http://www.ragingplanet.web.pt/new/home....
1 month ago - 12 answers - Report Abuse
For me it is Cinemuerte. This is a relatively new group from Portugal, but music in English. 2 member group, female lead singer. The female lead singer is sexy hot. Beautiful, but hard voice and the music is kind of gothic instrumentally, but an electronic beat. When I was stationed in Portugal, I was given a Raging Planet sample CD by one of the record companies promoters while at a rock festival. Check them and the record company out, one of my favorite bands.
http://www.myspace.com/cinemuerte...
http://www.ragingplanet.web.pt/new/home....
1 month ago - 12 answers - Report Abuse
segunda-feira, março 26, 2007
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