segunda-feira, junho 13, 2022

Amanhã, é mais um dia. As nossas Sagradas.


Parece incrível , como deixo correr a porra de um ano sem escrever no blog. Muito se passou nestes últimos dois anos, embora nunca parámos de compôr. Afastados por serras e rios, lá continuámos sempre com os olhos postos nos ceús da nossa imaginação. O Sérgio para lá das águas do rio, O Fred em vôos planantes na Serra da Estrela. O João, para onde for preciso. Eu, na minha solidão privando com o Sr. Vento. 

O que é a música? O que traz a cada um de nós, para que esse olhar em chamas nao se apague?   São muitos mais aqueles que "não nos acreditam". O que nos move? A estupidez, a verdade? Aquele  verdadeiro amigo que nos segue a cada post? Aquele amigo que nos ouve, que no seu quarto, tem-nos por perto como parte sagrada da sua vida? Sim. Isso 

Embora, amigo! Amanhã, é mais um dia para ti e para nós e para as "nossas" canções. As nossas Sagradas.



quinta-feira, agosto 19, 2021

Forte-Frágil

 

As folhas de uma árvore tremem com o vento. Nós como a árvore também trememos, sendo que o vento é o pulsar de todas as nossas inquietações. Como folhas, trememos. Como folhas vivemos, Como folhas morreremos. Nunca em vão, somos. A beleza das folhas, nem que apenas por um segundo neste nosso fugaz olhar, preenche-nos para toda a eternidade. Forte-Frágil- esta vida.

S.

segunda-feira, março 22, 2021

Insano por ele ou ela.

 No fundo, no fundo, o mundo toma-nos por parvos. 

Sem tatuagens, sem trejeitos de arrogância, sentimo-nos condenados ao não reconhecimento, como se por esta altura, isso importasse. Que ridículos pensamentos.  Nunca tivemos plateia, mas sim uma ou outra pessoa atenta, de coração aberto ao mais pequeno pormenor das nossas composições. Só um não tolo, sabe interpretar aquela canção, sem aparente razão.  É esta ou aquela pessoa que destoa da onda que navega frente ao palco. Esse sim é o nosso público, a nossa razão de viver. Na maior parte das vezes, é um louco. Ou um não louco que anseia ser louco. É por ele ou por ela, que fazemos votos de eterna loucura. Pois sim, dedicar dias, anos por uma ou duas pessoas que nos amam, é insano.


quarta-feira, março 03, 2021

Na lente

Lembro me bem do Luís Pulónio. Saí deste palco para me juntar ao público nos últimos instantes daquele momento de tão inebriada que  estava por tudo: são as cores, as expressões. o silêncio e o estrondo, os pratos , os cabos a roçarem naquele chão.  

Caras, não esqueço. 

Só não sabia que me tinhas pintado na lente. 

Doomed Fest, Viseu , 2020, Fevereiro a 8. Viseu. Palcos. Barulho organizado. Saudades. 




segunda-feira, março 01, 2021

Ao primeiro sopro

Para o meu amigo Gonçalo João que tanto estimo pela sua inteligência e carisma. 


Ao primeiro sopro.


No precipício da vida

Morre o artista

Como morre a palavra

Carregando sobre as tensas costas

Meio tom para o abismo.


Gemendo a dor do fim

Gemendo amor até ao fim

Na vã esperança de se perpetuar

Na memória do outro, insano

Soprando a sua pena.


Ardes-me ó Fim. Extremo Fim

Ardes no peito das coisas sem fim.


Por quem te tomei? 

Princípio de um nada

Por tudo e nada

Sei que sim, fomos feitos

Cúmplices ao primeiro sopro.
















sábado, fevereiro 27, 2021

O Parque verde


Estranhamente, em "The Park", Dhist terá pressentido que de um Refúgio, passaríamos para um Parque. O Parque Verde.


segunda-feira, janeiro 18, 2021

Se o tempo voasse e eu pernoitasse

Na esfera  da tua era

Meu amor, deita

Meu amor, aceita

a infinitude do meu amor.



quinta-feira, agosto 20, 2020


 Bem sabes que as questões que não abraçam respostas não trazem quietude. 

sexta-feira, junho 05, 2020

sábado, fevereiro 22, 2020

Tudo vejo, meu amor.

Existe aquela velha expressão: "perco-me na noite".
Intenção, tesão, reacção.
Perder-me na noite, apaga tudo o que sou
Para que tudo possa ser.
Se no perdão, me vou
Para nos teus braços ver
Que nada sou e tudo posso ser,
Uma, duas cores bastam-me de ti
Para sentir as dores de que nada sou.
Tudo vejo meu amor. Vou.

quinta-feira, setembro 05, 2019

Palma

Vocês morreram
Mas eu posso
Eu posso ter-vos
Na palma da minha mão.

Fecho a minha memória
Abro uma nova história
Abro-me sem regresso
Só a Deus, eu peço

Passo a página
Com muita calma
No silêncio absoluto
Da minha palma.
            (silêncio)



quarta-feira, setembro 04, 2019

O nosso corpo


Pinga ao sol.
Sem pudor
Meu amor
O nosso corpo
Brinc'ó pó
Deu o nó
Para sempre
Ó bendito.





quarta-feira, julho 17, 2019

A Negra



Sentir-se quando a noite não tem paredes
De costas despidas
Gélida, para que o pensamento ecoe
Solto a negra
De turvos  candeeiros
Como a vista de Deus
Sobre ti,
Disforme para que não te veja.




quinta-feira, junho 27, 2019


Estás
tão longe.
Numa impossibilidade que nos ultrapassa.

domingo, junho 16, 2019

Os dias seguem intemporais, sem nada que os faça notar.

quinta-feira, novembro 01, 2018

A vida dos Outros.

Cada palavra é um passo em frente, para o abismo, esse fosso do passado. 
Teme e geme, no sopro da vida dos Outros. 
Canta e espanta a vida dos Outros. 
Sopra o pó das asas e levanta-te aos poucos. 


segunda-feira, julho 16, 2018

Solidão invertida

Pois eram: dias após o falecimento do meu pai, estava na Superfm a dar uma entrevista em modo zombie. Um pouco perdida sim, mas abraçada pelo João e pelo Sérgio. A Telma Dourado da Superfm ajudou a superar cada minuto desta entrevista sem perceber o que navegava cá no fundo: a morte- a solidão invertida para quem não parte. Para quem fica. 

quinta-feira, maio 03, 2018

Pano de cena


De regresso às intempéries.
O mundo sonha. E nós estamos para o mundo. O mundo está para nós como nós estamos para  o mundo- vértice a vértice, como pano de cena, onde tudo se esconde e tudo se revela.

sábado, novembro 04, 2017


Nos teus braços-abraços

Nos teus braços-abraços, musicava todas as tuas palavras. A cor do teu brilho despia-me de todas as dores e medos. Havia, em nós, como que um rodopio rolando sob as nossas preces para que nos fingíssemos. Nada estava certo, porque estava certo.